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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

5 animais para seguir no Instagram

A pessoa que não se contenta em ter um monte de bichos e ainda segue mais uma penca de pets no Instagram: that's me.

Da outra vez que fiz post sobre animais pra seguir nas redes sociais eu ainda estava no Instagram há pouco tempo, e muito focada nos cachorros. A seleção dessa vez tem bichos mais diferentes e eu admito que foi difícil escolher só cinco pra falar aqui...

Rhea (@rhea_thenakedbirdie)


Rhea é uma fêmea de periquito que perdeu todas as penas em razão de uma doença genética. Sua dona, Isabella Eisenmann, conta que a adotou após vê-la numa clínica e se apaixonou completamente por ela. Assim que começou a postar as fotos de Rhea no Instagram, ela recebeu muitos comentários negativos sobre a aparência do pássaro, mas Rhea conquistou muitos fãs e seguidores e hoje estampa camisetas, ecobags, canecas e outros produtos que são vendidos para arrecadar dinheiro para ajudar outros animais, além de ter se tornado um símbolo de como a beleza está justamente na diferença. Como não tem penas para protegê-la do frio, ela recebe muitas roupas de presente, feitas por pessoas do mundo todo.

Jill (@this_girl_is_a_squirrel)


Jill é uma fêmea de esquilo que foi resgatada ainda filhote, durante um furacão, e se tornou membro da família que a acolheu, em Louisiana. Ela tem mais de 300 mil seguidores no Instagram, se dá bem com os outros animais da casa e é encantadora!

Esther (@estherthewonderpig)


Essa é a minha preferida, por que será?
O casal Steve e Derek comprou Esther pensando que ela era um mini porco. Mas ela cresceu um pouco além da conta... Eles então mudaram toda a sua vida por causa de Esther: venderam seu apartamento e arrecadaram dinheiro para se mudar para uma fazenda, onde Esther tem bastante espaço e uma vida invejável. O local também abriga um santuário para outros animais resgatados, o Happily Ever Esther Sanctuary. Steve e Derek também se tornaram veganos, por acreditar que, assim como Esther, todos os animais merecem ser amados e cuidados - e não poderiam estar mais felizes com sua decisão. No ano passado eles lançaram um livro para relatar sua vida com Esther e como ela está mudando o mundo, um coração de cada vez.
Esther é linda, engraçada e apaixonante. Eu tenho um porco também e não posso deixar de me encantar com cada foto dela.

Timothy (@timothy_the_mini_pig)
O porquinho mais fofo, fotogênico e sexy (!) que você verá hoje: esse é o Timothy, um mini porco de dois anos e meio que não se cansa de ser lindo.


Chico (@canseidesergato)


O gato Chico tem 4 anos e é ator, modelo, dançarino, escritor, blogueiro e youtuber. Ele é a estrela principal da página Cansei de Ser Gato, mas também a divide com sua esposa Madalena e os filhos Terezinha e Tião. Como tem sete vidas, ele aproveita pra cada dia ser uma coisa, então ele se veste de pão de fôrma, milho, Bob Marley, Harry Potter, Branca de Neve, Christian Gray, abelha, macaco, vampiro, elefante, publicitário, dinossauro... além de ter uma loja super fofa e ajudar na adoção de gatos que moram em abrigos.

Eles não são lindos?
Vocês também seguem pets no Insta? Me contem! 

terça-feira, 3 de maio de 2016

Por que eu saí dos grupos vegetarianos do Face

Entre em qualquer página sobre vegetarianismo no Face ou no Insta, clique em um post aleatório e comece a ler os comentários: eis que a palhaçada começa.

Primeiro que tem aquele povo a quem falta louça pra lavar, livro pra ler, série pra assistir, trabalho pra fazer, sei lá, qualquer coisa útil pra ocupar o tempo e precisa mostrar ao mundo sua cretinice e entra lá só pra criticar, encher o saco e soltar frases burras contendo as palavras bacon, bife, tomates gritam, hipocrisia e afins. 

Mas ainda mais ridícula do que o povo que não é vegetariano e entra nesses grupos só pra causar, temos uma outra categoria: vegetarianos criticando outros vegetarianos. E essa, com sua constante chuva de palavras como hipocrisia e especismo, é a que me mata. A gente entra nesses grupos esperando encontrar um ambiente propício pra trocar ideias, falar de suas experiências, receber dicas, e ao invés disso vê um monte de gente se digladiando pra ver quem é mais vegan.

[Ouvi dizer que morre um panda cada vez que uma pessoa diz hipocrisia ou especismo. A mesma coisa acontece quando alguém diz tendência, in love ou digital influencer.] 

Meses atrás encontrei um ótimo perfil no Insta que falava sobre produtos veganos que podem ser comprados em qualquer supermercado. Tinha sucos, bolos, biscoitos, balas, docinhos, sorvetes e mais um zilhão de coisas, mostrando que pra ser vegano não precisa excluir todas as gordices do cardápio nem viver só de alimentos orgânicos e crus, é só uma questão de adaptação. Quando alcançou alguns milhares de seguidores, chegaram os enchedores de saco: "Mas esse produto não é vegano! A empresa que fabrica esses biscoitos também produz biscoitos contendo leite e ovos." 

Pois é. Acontece que ainda não escreveram O Livro Sagrado do Veganismo, então enquanto isso não acontece, será que dá pra deixar cada um ser vegano como pode e como entende correto? O mundo está globalizado, meu povo. Empresas compram outras empresas o tempo todo e isso torna difícil saber quando uma empresa é 100% vegana ou não, porque pode ser que uma empresa vegana seja só um braço de uma grande empresa não-vegana. Se uma determinada empresa produz alimentos veganos/vegetarianos e outros não, que tal escrever pra ela demonstrando seu interesse nos primeiros? Que tal convencer mais algumas pessoas a fazerem isso? É um feedback mais efetivo do que o boicote total sem comunicação nenhuma.

E se for pensar mais profundamente, aquele produto vegano pode estar sendo vendido em uma embalagem não reciclável que só vai poluir o planeta. Podem ter morrido roedores durante a colheita dos grãos de que ele foi feito. Ele foi transportado em um veículo que queima combustível fóssil e polui a camada de ozônio. Mon amour, nada é perfeito nesse mundo, nem mesmo seu biscoito vegano produzido pela empresa vegana que você ama. Então vamos ter bom senso antes de sair rosnando.

Continuando a minha saga, outro dia num grupo de vegetarianos alguém escreveu que recentemente tinha se dado conta do quanto podia fazer em defesa dos animais e do planeta. O cara relatou que tinha se tornado vegetariano há alguns anos, que passou a fazer compras mais conscientes pra causar o mínimo desgaste ao meio ambiente, que tinha inclusive adotado um cachorro de rua que estava abandonado e que deu a ele uma vida boa e feliz, que a vida dele próprio estava mais leve, e que estava satisfeito com o impacto positivo que suas atitudes vinham tendo nas pessoas que convivem com ele. O que algumas pessoas responderam?

"O que adianta adotar um cachorro, se você tem a morte no prato?"
"Espero que a ração do seu cachorro seja vegana, caso contrário sua 'atitude' não adiantou nada."
"Nem vegan você é e tá achando que faz muita coisa."

Sério. Eu quase tive um surto psicótico.

O cachorro que estava vagando pela rua, dormindo pelos cantos, sendo chutado, passando fome e frio, correndo risco de ser atropelado NÃO ESTÁ NEM AÍ se o cara que o adotou é vegano. O moço em questão deu a ele uma casa, comida, cuidados veterinários, amor e uma cama confortável pra dormir, sem contar que ele não precisa mais se preocupar se vai ser agredido ou se terá algo pra comer hoje. Assim como o porco que eu adotei não está interessado em saber o que eu como. Ele está muito ocupado vivendo - o que não aconteceria se eu não o tivesse levado pra minha casa.

O cara do comentário original deve ter ficado tão apavorado com a estupidez que outras pessoas escreveram em seguida que apagou o texto dele.


Isso não é uma regra, mas tem muito vegano por aí se achando a última Coca-cola do deserto só porque é vegano. Ser vegano é ótimo, é relevante pro planeta, é uma demonstração de respeito aos animais e ao meio ambiente, mas está longe de te tornar uma pessoa perfeita. Tornar-se vegano não transforma ninguém num elfo de Valfenda. Ser vegano não dá a ninguém o direito de apontar dedos na cara das pessoas nem de dizer que aquilo que elas fazem (em prol do meio ambiente e dos animais) é ridículo. 

Eu sei que, muitas vezes, a vontade de defender a natureza e os animais é tão grande que, na ânsia de fazer alguma coisa por eles, a gente pode acabar se equivocando e sendo indelicado (ou muito grosso mesmo, kkk) com aquela pessoa que adora dizer que é super carnívora, com aquela que diz que usa pele mesmo e não vai parar, com aquela que gosta de pescar, com aquela que usa seu blog pra fazer propaganda de produtos testados em animais. Mas a crítica destrutiva não leva a nada, a não ser à criatura em questão pegar ainda mais bode dos naturebas. 

Eu sou da opinião de que é impossível fazer tudo, mas é melhor fazer alguma coisa do que não fazer nada. Claro que fazer muito é melhor do que fazer pouco, mas qualquer atitude, pequena ou grande, é importante. Ser vegetariano, ser vegano, separar o lixo, comprar só o necessário, não desperdiçar água nem energia, usar menos o carro, valorizar o comércio local, adotar um animal, cuidar dos animais de rua, não comprar produtos testados em animais, assinar petições, tudo tem sua relevância. Apoiar quem tenta fazer alguma coisa é importante. Menosprezar os esforços dos outros não leva a nada.

sábado, 9 de abril de 2016

Porco na decoração

Pronto, Anne surtou de vez! Hahahah

Quem me acompanha aqui pelo blog e pelo Insta há um tempinho sabe que eu tenho um porco e que, desde que chegou, ele me fez amar todos os porcos do mundo. (Tem posts sobre ele aqui, aqui e aqui.)

Baby é um porquito estabanado, não há condições de deixá-lo dentro de casa - por esse motivo ele atualmente tem sua própria casa, no seu próprio campo de futebol. Já que o porco não pode ficar dentro de casa, por que não decorar a casa com objetos de porquinho e espalhar o amor por todos os ambientes?

Achei essas peças numa googlada e já tô cobiçando, tipo, 90% delas.


1 - 2 


3 - 4


5 - 6 


7 - 8


9 - 10

11 - 12 

Estão aprovados, filho?


* Esse post não é publieditorial!

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Links da semana

Esse links da semana demorou, mas saiu! Tem um texto interessante falando sobre a ideia chatérrima de que qualquer crítica denota inveja, o relato de uma filha quando descobriu que sua mãe era gorda, o vídeo incrível da Jout Jout sobre relacionamentos abusivos, um menino que escreveu para seu cachorro que morreu, o texto mais perfeito ever sobre o caso dos porcos acidentados no Rodoanel e uma reportagem que, se não servir pra fazer pessoas mudarem de ideia, pelo menos funciona como um exercício de tolerância com o próximo.


1. Sobre aquela galera insuportável que acha que tudo é inveja: quando pensamento crítico virou recalque?


2. Quando sua mãe diz que é gorda: um texto interessante sobre a forma como nos relacionamos com nosso corpo


3. Não tira o batom vermelho: um vídeo de utilidade pública (e que me apresentou Jout Jout e me fez amá-la instantaneamente)


4. Menino escreve carta para seu cachorro que morreu e recebe resposta 


5. Por que o resgate dos porcos do Rodoanel incomodou tanta gente?


6. Precisamos falar sobre aborto. Calma, galera: recomendo que pelo menos leiam antes de jogar pedras. Sei que o tema é complexo, pra não dizer difícil, e eu pensava que tinha opinião formada sobre ele, até ler alguns textos que abalaram algumas ideias. Esse especialmente resume muitas coisas e pra mim funcionou como um exercício de tolerância. É bom ver realidades diferentes e pensar um pouco fora da caixinha.

Se clicarem, me contem o que acharam!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Como eu me tornei uma mãe (de) coruja

Tempos atrás eu escrevi um post pra contar a história do Nino, um pardal de perninha quebrada que caiu do ninho ainda muito pequeno e viveu comigo por vários anos.
Mas não é exagero dizer que, além do Nino, dezenas de outros pássaros passaram pela minha vida, em situações parecidas com a dele.
E os dois mais recentes são os mais inusitados, porque é um bicho que até então eu não topava de jeito nenhum...
E tanto eu não sabia nada a respeito deles, como demorei pra entender afinal de que bicho se tratava. Pensei que seriam maritacas... shame on me! São corujas!
Elas caíram do ninho, que ficava numa árvore. E foi um milagre encontrá-las vivas, porque naquele dia havia seis cachorros no quintal e eles não são especialmente amigáveis com pássaros. Conversei com um veterinário, que recomendou colocá-las de volta no ninho e esperar que a mãe voltasse. Mas ela não voltou.
Aí adivinha quem ficou cuidando dos filhotes, né?

Aqui estão Fernandinho e Brigitte!

Olha o tamanho desses pés!

Elas cresceram super rápido. Quando foram encontradas, ainda estavam com os olhinhos fechados, mas abriram dois dias depois.



É muito engraçado como a expressão delas muda o tempo todo. Quando estão relaxadas, ficam redondinhas como na foto acima. Quando estão prestando atenção em alguma coisa, essas peninhas em forma de orelhas sobem, os traços pretos do rosto ficam mais angulosos e elas esticam o corpo e parecem mais esguias, como na foto abaixo.


A cor da plumagem da barriga já começou a se definir. Estão quase adultas.
Por um tempo, elas só aceitavam comer papa de ovo, que é um alimento para filhotes de pássaro que vende em pet shops. Depois que cresceram um pouco, começaram também a comer carne e insetos.

Camufladinhas na árvore, onde elas mais gostam de ficar

Eu fiz um esforço pra não domesticá-las, não ficar com muita frescura nem pegando muito, porque minha intenção desde o começo foi devolvê-las ao habitat natural assim que tivessem condições de sobreviver sozinhas. Infelizmente a coisa não saiu como eu planejava. Elas não tem medo de nada, não caçam e ainda aprenderam por conta própria a se equilibrar nos nossos ombros. Mas é compreensível, porque quando abriram os olhos pela primeira vez, não foi a mãe delas que elas viram: era eu, alimentando-as com auxílio de uma seringa.
O problema é que, quando se tratam de animais silvestres, as instruções que a gente recebe são de enlouquecer. O primeiro profissional com quem eu conversei disse que elas teriam plenas condições de viver num ambiente natural, desde que eu não as domesticasse, não falasse muito com elas e ninguém se aproximasse mais do que o necessário. O segundo disse que elas poderiam viver livres, não importava a forma como eu as criasse, porque "coruja se adapta" (mas hein???). O terceiro disse que soltá-las seria condená-las à morte. O Google também não ajudou muito. E eu já tive um pássaro que também caiu do ninho e foi criado da mesma forma, tentei soltá-lo e ele voltou pra casa dois dias depois, faminto e desidratado. Logo ele ficou bem, e eu não o soltei mais senão dentro de casa, mas não sei se dá pra confiar na sorte a ponto de que, caso elas não saibam viver sozinhas, isso aconteça duas vezes.
Enquanto as corujas crescem e a gente decide exatamente o que fazer, elas nos presenteiam com toda sua exótica fofura.



Trabalhar assim é bem mais divertido!

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Então agora eu tenho um porco.

Vocês não leram errado: eu tenho um porco de estimação.

O nome dele é Baby e ele é meu há um mês.

#happypig #aftershower

Lembro de um dia qualquer estar assistindo TV e ter visto uma reportagem sobre mini porcos. Achei fofo e comentei com meu noivo que ainda teria um. Ele não aprovou, afinal ele ainda come carne de porco, e também nós já temos muitos animais, então a ideia ficou arquivada. E continuaria assim por muito tempo, mas aí esse porquinho apareceu na minha vida.

A história anterior do Baby não foi muito feliz. Ele foi tirado do convívio de sua mãe e irmãozinhos ainda bebê e vendido pra um imbecil que sequer se dignava a alimentá-lo direito. Passou meses morando num chiqueiro imundo, bebendo uma água que mais parecia lodo e passando fome. Seu destino seria morrer debaixo de um facão pra virar um assado.

Foi quando eu soube da sua existência, decidi que aquilo não era vida (nem morte) digna pra qualquer ser consciente e convenci meu pai a me ajudar a resgatá-lo. #filhapersuasiva

O Baby se mudou, agora mora num viveiro reformado especialmente pra ele e está se revelando um animal de estimação incrível: dócil, limpo, adora tomar banho, atende pelo nome e abana o rabo quando está feliz. Exatamente como um cachorro faz. Estamos aprendendo a conviver um com o outro e tem sido uma experiência ótima.

Mal posso esperar pelo nosso primeiro selfie juntos. Mas ele ainda não está muito acostumado com muita proximidade ou contato físico, então vamos com calma.

Por conta do Baby já ouvi todo tipo de comentários absurdos vindo de gente inconveniente... como se eu saísse por aí indo nas casas das pessoas dizendo que seu cachorro ou gato ficaria ótimo num espetinho. O Baby é um animal de estimação, não um ingrediente. Respeito é bom, né gente? Pena que nem todo mundo entende.

E galera do nojinho pode poupar seu latim, porque ele não vai me deixar doente; ele gosta de lugares limpos, só come ração e vegetais, será vacinado e, a propósito, todas as doenças que eu tive até hoje me foram transmitidas por humanos, então não sei o motivo de tanto preconceito com um animal diferente.

E eu sei que não posso salvar todos os animais do mundo, mas é como aquela fábula sobre um jovem que devolvia pro oceano as estrelas do mar que encalhavam na praia: pra esse, eu fiz diferença. E, pro Baby, isso basta.

E eu já tô apaixonada.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Pássaros no jardim

O que pode ser mais gostoso do que acordar ouvindo o canto de pássaros no jardim? Quando estou na chácara gosto de apreciar o som das várias espécies de pássaros que estão sempre por lá. Observar seus movimentos e suas cores radiantes rende boas fotos e momentos tranqüilos, desses que às vezes a gente precisa pra manter o equilíbrio apesar da correria do dia a dia.
Se você possui um quintal ou mesmo uma varanda no apartamento, uma boa forma de trazer os passarinhos pra perto é oferecer água e alimentos como frutas e sementes em comedouros que eles adoram.
(Só não adicione açúcar à água ou às frutas. Ele forma cristais que são prejudiciais à saúde dos pássaros.)

Um prato raso com passarinhos de cerâmica, que fica suspenso, preso a uma árvore.

Essa ideia é tão simples que quase não coloquei no post, mas amei tanto essa foto que não tinha como não compartilhar. Esse comedouro é um grande prato de plástico que fica pendurado no teto da varanda de um apartamento. 

A divisória neste prato de cerâmica permite colocar alpiste de um lado e água do outro.

Outro prato de cerâmica, mas ao invés de suspenso, ele tem um suporte de ferro para fincar na grama.

Curte um DIY? Faça quatro furos em uma garrafa plástica e insira duas colheres de madeira, formando um X, e encha o recipiente com alpiste e painço.

A garrafa foi presa à caixa de madeira com um fio de arame, amarrado na parte de trás por meio de dois pregos pequenos. Um bowl de porcelana fica na base. A peça pode ser decorada com flores, como na foto, ou com passarinhos de madeira ou cerâmica.

Estou pensando em um desses modelos pra decorar o jardim e agradar mais os pequenos visitantes! Qual vocês gostam mais?

sexta-feira, 27 de junho de 2014

O pardal e eu

Eu lembro como se fosse ontem de quando um minúsculo pardal com uma perninha quebrada foi encontrado no quintal da casa de um parente e eu fui escalada pra ser sua nova mãe e tentar salvar sua vida.

E ele chegou assim:


A pele do pássaro era tão fina que dava pra ver através dela todos os seus órgãos internos, e eu tinha medo de pegá-lo na mão e machucá-lo - por isso o papel embaixo dele nas primeiras fotos.


A primeira casa do Nino foi um ninho improvisado numa caixa de celular forrada com um tecido macio. Como precisava cuidar dele o tempo todo, eu levava aquela caixa pra todo lado, o que despertava a curiosidade das pessoas que me viam nos lugares mais diversos alimentando um pássaro com uma seringa.

Pode ser muito difícil alimentar um pássaro filhote, porque caso ele não abra o bico, é necessário abri-lo forçadamente (de forma delicada, porém firme) pra poder inserir a seringa, e isso pode causar ferimentos e muito stress. Mas até nisso o Nino era especial, porque ele não apenas colaborava abrindo o bico por conta própria, como também piava me lembrando de alimentá-lo sempre que quisesse, o que acontecia a cada 15 minutos nos primeiros dias e depois foi se espaçando até chegar a umas duas horas.
Felizmente, ele dormia a noite toda.


Quando ficou adulto e começou a voar, o vôo dele parecia com o de um beija-flor e também com o movimento de pouso e decolagem de um helicóptero: ele subia e descia na vertical e ficava pairando no ar batendo as asinhas bem rápido. A perninha quebrada nunca lhe permitiu um vôo normal e nem sentar num poleiro, por isso adaptei pra ele uma gaiola de hamster e não uma de pássaros.
Jamais direi que viver numa gaiola é o melhor para um pássaro, mas dadas as condições do Nino, ele não conseguiria sobreviver se fosse solto. Pra compensar isso, quase todos os dias ele passava algumas horas fora da gaiola pra poder se exercitar e interagir com meus outros pássaros.


O Nino foi o único pássaro que eu conheci que gostava de ser tocado e de ficar no colo. Ele cantava pra chamar nossa atenção e respondia piando ao ouvir seu nome.
Nessa quarta-feira, meu pequeno companheiro, já velhinho, foi pro céu e se juntou aos meus outros bichos muito amados que, assim como ele, passaram pela minha vida para deixá-la mais completa. É triste, mas sinto também uma enorme gratidão por poder tê-lo ajudado a viver apesar de todas as adversidades que a natureza havia lhe imposto quando ainda era apenas um bebê muito frágil.
Esse guerreiro mais que especial deixou saudade.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Fotos da semana

Como foi a semana de vocês?
A minha pode ser resumida mais ou menos assim...

 Domingo no sítio.

Vida rural! Hahahahah.


Uma pequena surpresa em forma de pássaro, que apareceu na chácara pela primeira vez.

Acordar e ver essas carinhas não tem preço!

 Batendo recorde no Minion Rush! Alguém aí também joga?

 Cuidando de um pequeno hóspede.

Voltando de Marília (SP)!

Bom final de semana!

sábado, 7 de dezembro de 2013

Vegetariana: como e por quê

Quando eu digo que sou vegetariana, a coisa mais comum do mundo é ouvir coisas do tipo:
"Por quê?"
"Então o que você come?"
"Nem frango?"
"E peixe?"

Mas também teve a história daquela tia que, quando ouviu de mim que eu não como nenhum tipo de carne, respondeu: "Mas tem que comer!". Nessas horas eu sou bem menos educada e sugeri a ela que perguntasse a uma vaca o que ela acha disso. Desculpa, gente, paciência tem limite; eu não saio por aí tentando converter os outros à minha opção, então por gentileza, respeitem a minha. Que, aliás, não prejudica ninguém.

Então por que eu me tornei vegetariana?
A resposta é simples (e óbvia): pelos animais.

Na verdade, nunca eu gostei verdadeiramente de comer carne. Desde pequena, já não tinha nenhum especial apreço pelo sabor, pela textura, e principalmente por estar comendo um pedaço de um animal. Ao fato de já não gostar muito, juntou-se um conhecimento que foi sendo adquirido a respeito de como são tratados os animais de produção. E também a consciência de que uma vaca, uma galinha e um peixe não sentem diferente do que sentem os meus gatos, cachorros, pássaros e... peixes. E de que nenhum animal deveria morrer pra servir ao consumo humano. E por fim, mas não menos importante, o conhecimento de que todos os nutrientes que vem da carne podem ser substituídos por outros, sem que ninguém tenha que morrer pra que eu possa me alimentar adequadamente.


Depois disso, não querer mais comer carne - nenhum tipo de carne - foi algo absolutamente natural e simples.

Acho incrível uma pessoa não se sensibilizar ao ver um caminhão com animais indo para o matadouro. Acho igualmente inacreditável achar que, por eliminar três ou quatro ingredientes do cardápio, só sobram folhas. A alimentação vegetariana pode ser tão variada quanto, e até mais, do que a onívora.

Uma vez vi uma estatística que dizia que uma pessoa, ao se tornar vegetariana, poupa em um ano só uma vaca e cinco frangos. Não sei dizer até que ponto um vegetariano faz diferença na indústria da carne, mas posso dizer, grosso modo, que tenho a consciência tranqüila por estar salvando a minha vaca e os meus cinco frangos. Dez vegetarianos salvam dez vacas e cinqüenta frangos. Cem vegetarianos salvam cem vacas e quinhentos frangos. Quem dirá que isso não faz diferença?

E pra finalizar, posso dizer com toda certeza que a minha alimentação sem carne está mais saudável, variada e colorida do que nunca. Desde então não fiquei mais doente. No início da mudança de hábitos, em três meses eu perdi em torno de um quilo e meio - o que não é muito, mas é razoável considerando que não houve nenhum esforço específico pra perder peso, e que nesse período até reduzi um pouco a carga dos meus exercícios porque estava fazendo muito calor. Melhor ainda, após 20 dias sem carne a minha celulite diminuiu visivelmente cerca de 80%.
Algo mais animador que isso?
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