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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

What’s going on in that beautiful mind?

2018 foi um ano fodástico.

Foi um ano em que eu passei muito tempo sozinha (não sozinha no sentido de relacionamento e sim de não ter momentaneamente a companhia de outras pessoas) e isso resultou num crescimento e numa nova percepção das coisas que faltam palavras pra descrever.

Passei meu aniversário na praia pela primeira vez e conheci a casa da minha vida.



Praia do Forte, São Francisco do Sul - SC

Em abril, nossa cachorra Nina cruzou a ponte do arco-íris. Eu estava ao seu lado quando ela partiu e por mais que tenha sido triste, eu sou imensamente grata por ter estado lá, por poder dizer a ela o quanto a amo, que estaríamos juntas de novo, que tudo ficaria bem. Naquela noite difícil eu entendi muitas coisas, e entre elas entendi por que a gente tinha que se conhecer e se apegar, e que fazia parte da minha missão na vida estar com ela naquele momento.


A morte da Nina deixou um vazio na minha vida e eu passei algumas semanas saindo muito tarde do escritório e encostando o nariz na cama dela pra lembrar do seu cheirinho. Ver meus gatos igualmente tristes partiu um pouco mais o meu coração.


Meses depois, a minha tristeza ainda parecia infinita quando levei pra casa um casal de gatos pra cuidar somente durante o pré e o pós operatório da castração. Mas quando eles já estavam bem, eu vi que não podia mais me separar deles; o resultado é que eles passaram a se chamar João e Violeta e são gatinhos maravilhosos, bonzinhos e ronronantes. A adoção deles foi o começo da minha recuperação e foi assim que eu finalmente comecei a me sentir felizinha de novo. Eles preencheram um pouco do vazio do meu coração e penso que a Nina teria adorado conhecê-los.

Violeta

João

No final do ano, me apaixonei por uma casinha cor de rosa, aconchegante e cheia de iluminação natural. Me mudei pra ela em dezembro, isso me fez um bem enorme e a minha casa rosa significa tantas coisas pra mim. 

Castrei seis gatos.

Viajei pra São Francisco do Sul, pra Campinas, pra Mineiros, pra Curitiba e pra Pedreira, fora outras cidades em que fui fazer provas. Todas foram incríveis, conheci um monte de lugares legais. 

2018 foi também o ano de desapegar de uma quantidade enorme de coisas materiais e imateriais que já não me serviam mais.

Foi um ano de cuidar de mim em todos os sentidos. De fazer meu primeiro Botox. De ler muito, de conviver com os meus traumas e entender que eu não preciso lidar com eles o tempo todo. Tá tudo bem não ter todas as respostas. Tá tudo bem não querer encarar algumas coisas. Ainda não aceito tampouco agradeço, mas entrego e confio. Não acho que existe um propósito em absolutamente tudo na vida, mas agora entendo que minha vida não se define pelos meus erros e menos ainda pelos erros de outras pessoas.

Depois de um feriado tenso em que quase tudo deu errado, decidi parar de tentar agradar todo mundo a todo custo. As coisas chegaram a um ponto em que tudo que eu fizer vai desagradar alguém, então que esse alguém não seja eu.

Liguei o foda-se muitas vezes.

Deixei a música e os lápis de cor ajudarem a me curar.

Foi um ano de trabalho intenso e de muito aprendizado, ao lado da melhor equipe com quem eu poderia estar. 

E foi um ano em que eu me descobri muito forte e muito independente em muitos aspectos. Eu me sinto feliz e em paz de uma forma que não achava mais que seria possível. Sigo cada dia mais orgulhosa da mulher que me tornei. Como diz a música que dá nome a esse post: even when I lose, I’m winning.

E aproveitando que 2019 é o ano chinês do porco, Baby vem desejar a todos tudo de bom no ano que se inicia!


Mwaaahhhh! 

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Hay cosas que te ayudan a vivir

Quando começou a tocar no rádio o tema de fim de ano da Jovem Pan, eu vi que era hora de passar a régua em 2017 e admito que comecei a escrever um textão pra isso, mas bodei no meio do caminho e abandonei a ideia inicial.

Mas primeiro, a trilha sonora.


2017 foi um ano ridiculamente difícil. Foi um ano de luta, de muito trabalho e de virar páginas. Muitas páginas.

Foi um ano de começar a reunir (ou a varrer?) os cacos deixados por aquele 2016 horroroso e arranjar um jeito de seguir em frente, mesmo sabendo que a vida que eu conhecia até então nunca mais ia existir.

Tem uma música do Jack Johnson que diz que "when you have everything, you have everything to lose" (quando você tem tudo, você tem tudo a perder).

E realmente houve um momento crítico em que eu perdi tudo. Foi como se um imenso furacão passasse destruindo cada detalhe de cada aspecto da minha vida e saísse espalhando os pedaços pelo caminho, e eu ficasse ali sozinha pra construir novamente.

Sozinha sim, porque suas lutas são suas e seus problemas são seus. Porque mesmo que as pessoas ao redor ofereçam apoio, ou tentem, quem não está na sua pele não faz a menor ideia do que você passa.

Em março, o Johnnie faleceu, e aquilo me devastou por completo. Devastou a minha família toda.

Foi esse o motivo do meu sumiço do blog e de tudo: eu bodei com a vida.

Eu não reclamo. Na maior parte do tempo sequer estou triste, mas a alegria de antes se apagou e o mundo ficou menos colorido. Mas eu sei que de alguma forma ele continua aqui comigo, dormindo no meu coração. (#justlikeatattoo)

Não sei quantas vezes eu precisei lutar pra me convencer que realmente precisava sair da cama pela manhã e enfrentar o mundo mais um dia.

Não sei quantas vezes eu acordei de manhã pensando que era uma merda ter acordado.

2017 foi um ano em que o silêncio de muitos me mostrou quem é quem, e quais são as pessoas que eu não faço questão de que permaneçam na minha vida.

Foi o ano de aprender a não tentar falar pra quem não está disposto a ouvir.

Foi um ano de perdas. Perdemos dois amigos muito queridos e também mais quatro dos nossos pets: o pombo Totó, uma coruja e um pardal resgatados, e pra fechar o ano, nossa agaporne Julieta morreu na madrugada do dia 25 de dezembro, ao meu lado, depois de quase 14 anos junto com a minha família.

Enfim.

Já li em alguns lugares que a vantagem de cortar o tempo em fatias é que isso nos torna mais esperançosos com o futuro. É claro que não existem motivos pra acreditar ingenuamente que após a meia-noite do dia 31 a vida muda radicalmente, mas não há como não ter a sensação de que, de certo modo, um ciclo se fechou e outro se iniciou, com um gostinho de que dessa vez as coisas podem ser melhores.

No mais, inicio o ano absolutamente orgulhosa do meu trabalho e da equipe que eu integro. E contente por ter o Ravi, que veio preencher um vazio imenso e com sua doçura conquistou nossos corações instantaneamente, e o Antonio, que me lembra demais o Johnnie e que eu já amava antes mesmo de conhecer.

Ravi

Antonio

Que venham dias melhores!

Feliz 2018 a todos!

P.S.: Esse é provavelmente o post mais pessoal e espontâneo que já passou por aqui e a última vez que eu falei de 2016.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

BEDA #31: O BEDA que não foi

Aí que meu BEDA bugou.

Foto: Thiago Floriani

Meu BEDA começou bem, os posts fluíram fácil e os posts das boy bands me surpreenderam com um aumento vertiginoso de visitas que até agora eu tô me perguntando de onde veio todo esse povo.

Mas aí, no meio do BEDA (e no meio desse agosto que durou 300 dias) veio um momento pavoroso da minha vida e a casa caiu, dessas rasteiras que você demora pra entender de onde veio, o que foi que te derrubou, como assim, por que eu, por que agora? Deus me odeia? E o que depois de uma longa tempestade que durou anos estava finalmente se ajeitando, bagunçou tudo de novo.

Enquanto todo mundo à minha volta me cobrava decisões, eu tentava me concentrar só em continuar respirando. Era como um mantra que eu tirei de uma música há muitos anos e repetia mentalmente: keep breathing. Keep breathing. Keep breathing. Porque, se eu conseguisse, uma hora iria conseguir também voltar a pensar direito e arrumar um jeito de seguir em frente.

Teve absinto e Rivotril pra dormir. E teve toda a minha vida de pernas pro ar outra vez. E teve apoio vindo de onde eu nem imaginava.

E eu, que passo a maior parte do tempo detestando a humanidade, ainda tive uma surpresa boa no meio de toda a m*rd@ que a minha vida tinha virado: encontrei pessoas. Encontrei pessoas que não tinham obrigação nenhuma de estar ali, de me ajudar de alguma forma, e mesmo assim elas fizeram. Reencontrei pessoas das quais eu tinha me perdido há muito tempo e, mesmo as vendo com freqüência, não achava que algum dia a gente ainda conseguiria se unir pra alguma coisa. E encontrei uma pessoa que me conhecia só há menos de dois meses, mas que me apresentou a outras duas e, de um modo que eu nem entendo, foi justamente o abraço dessas duas estranhas que começou a juntar todos os pedaços quebrados dentro de mim.

Essa vida é muito louca mesmo.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

BEDA #4: 7 Coisas que eu não dou a mínima

Sabe aquelas coisas que você não ama nem odeia, não gosta nem desgosta? Aquelas sem as quais o mundo podia continuar normalmente e você nem ia notar? Esse é um post sobre isso.

Fofoca de gente famosa


Marina Ruy Barbosa ficou noiva na Tailândia. Isabel Filardis usa vestido de R$ 14 mil. Orlando Bloom curte praia com Katy Perry. Nathalia Dill exibe novo visual. Ai gente, sério que isso precisa estar na página inicial de um portal de notícias (ou em qualquer lugar do mundo)? Alguém me explica a relevância dessas incríveis informações?

Chanel


Morro de preguiça de qualquer coisa Chanel: vestidos até os joelhos, colar de pérolas, tubinho preto, a famigerada bolsinha com alça de correntinha, as propagandas boring de perfumes.

Modinhas literárias


Cinquenta Tons de Cinza, Harry Potter, Jogos Vorazes, Crepúsculo, O Pequeno Príncipe, Alice no País das Maravilhas, Divergente... É muito difícil uma modinha literária me pegar. Normalmente não vejo graça em livros que tá todo mundo lendo e comentando, até porque já se falou tanto a respeito que já tô sabendo a história toda sem nem ter lido.

Salão de beleza


Conheço gente que vai ao salão toda semana e fica lá por horas. Faz progressiva, luzes, unhas, depilação, sobrancelha, cauterização e mais um zilhão de coisas. Eu faço tudo em casa sozinha, no dia que eu quero, sem depender da agenda alheia, ouvindo minhas músicas preferidas e ainda não sou obrigada a ouvir fofoca da vida dos outros.

O carro do ano


Acho que sou uma pessoa um tanto avessa a moda de forma geral, hahah! Definitivamente, não cobiço carros. Claro, acho alguns interessantes, mas não a ponto de bater aquela vontade enorme de ter. Entendo pouco de carros e não faço muita questão, saber o suficiente pra fazer o meu carro andar já tá ok. Acho meio bizarro os nomes de carros atuais serem siglas compostas de uma ou duas letras + algum número aleatório e quando alguém se refere a um carro tipo "oooohhhh Fulano comprou um X6M, que foda!" eu só fico tipo "oi? Ahn, legal" - mas normalmente não faço ideia a que a pessoa está se referindo. E quando eu faço alguma ideia também, tanto faz. Carro precisa andar e ter algum conforto. Se é Porsche, Ferrari ou BMW, whatever.

Esportes


Ia falar futebol, mas aí lembrei que também não ligo pra vôlei, tênis, basquete e assim por diante. Mais ou menos sei quem é o Cristiano Ronaldo e é só. Não assisto esportes at all.

Jane Austen


Não vou enquadrar em modinha literária porque na verdade é um clássico que sei lá por que as pessoas redescobriram recentemente, mas acho aquele Darcy um sujeito bem chatinho e não entendo por que a Elizabeth gosta dele. Li outros livros além de Orgulho e Preconceito, mas nenhum me prendeu de verdade.

Contem pra mim, quais são as coisas pra que vocês não dão a mínima?

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

BEDA #1: 5 restaurantes em Marília - SP

Blogueira sumida por motivo de: monografia + emprego novo.

A monografia acabou, graças a Deus, depois de vinte dias de trabalho intenso (e quando eu digo intenso, é INTENSO, sem parar pra assistir série nem pintar as unhas) e o emprego é outra história, e mesmo com essa loucura toda eu tô tão feliz. =)

E a novidade é que vai ter BEDA, então vamos ao que interessa!

As saídas dos últimos meses foram suficientes pra estabelecer um top 5 de restaurantes favoritos em Marília - pelo menos até agora!

Chaplin



É o bar/restaurante mais tradicional de Marília, e acredito que seja o mais antigo também. No cardápio tem pizzas, massas, porções, saladas e carnes, além de uma infinidade de bebidas. Nas noites quentes e nos finais de semana ensolarado, as mesinhas na calçada sob as árvores lotam! Lugar gostoso pra passar horas batendo papo e apreciando um chopp gelado. E a pizza é maravilhosa. 

Avenida República, 129, Centro.


Donna Oliva



Na minha opinião, divide o posto de melhor pizza de Marília com a 515. O ambiente é muito bonito e aconchegante e é uma pena que a foto não faça jus à beleza do lugar. Massa fininha e forno à lenha. Vários sabores vegetarianos!

Avenida Sampaio Vidal, 160, Centro.


Tshu Shin

É um vegetariano ótimo que funciona de segunda a sábado das 11h às 14h30. O buffet é bem variado, tem em média 20 pratos por dia, entre saladas e pratos quentes, tudo muito gostoso. Tem de tudo um pouco, de comida oriental a brasileira (a feijoada vegana é imperdível, todas as sojinhas defumadas, bom demais). O ambiente é tranquilo, simples, muito limpo e agradável. A variedade nem deixa os onívoros sentirem falta de carne, então é legal pra levar pessoas não-vegetarianas pra conhecer pratos novos. Garanto que vai agradar.

Avenida Carlos Gomes, 128, Centro.


515



Pizzas em uma infinidade de sabores, assadas no forno à lenha, com várias opções vegetarianas. No menu também tem saladas, pratos executivos, porções e lanches. Recomendo demais a lasanha, que é maravilhosa e montada na hora (no cardápio todas tem presunto, mas vegetarianos podem ir sem medo, é só pedir pra fazer sem).

Rua Antonio Galina, 250, Jardim Portal do Sol.


Kopenhagen La Basque



Dá pra juntar os cafés e chocolates deliciosos da Kopenhagen com pratos com qualidade de bistrô por preço acessível no mesmo lugar? Dá!
Além dos cafés, tem sucos orgânicos, cervejas e uma boa seleção de vinhos.
O menu é renovado de tempos em tempos, mas tudo é gostoso e reflete o modo de preparo artesanal. Das opções vegetarianas (claro), os meus preferidos são as mini pizzas de berinjela e a de abobrinha, o puff de pão sírio e a empanada de catupiry.
Perfeito pra um lanche da tarde, um happy hour, ou pra comer algo gostoso depois de fazer compras.

Rua das Roseiras, 233, Quiosque 03. (Pra facilitar: fica no térreo do Supermercado Confiança da Avenida das Esmeraldas.)

Eu já sei que tem gente de Marília lendo aqui e quero ouvir os pitacos e as sugestões de vocês! ;-)


EDITADO - 04/08/2016
Ai, gente, dei notícia velha. O La Basque fechou! A Kopenhagen continua no mesmo lugar, mas é uma pena, porque era uma delícia de lugar e vai deixar saudade! =(

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Coisas que o mundo ama e eu detesto

Sabe aquelas coisas que parece que todo mundo adora, menos você? Esse é um post sobre isso. Não estou dizendo que são coisas ruins, apenas é a minha opinião e normalmente nem falo a respeito, porque sempre vem um olhar esquisito acompanhado de um "como você não gosta? Não acreditoooo, é tão legal!".
Se você já ouviu isso antes, vem comigo!


McDonald's
Uma confissão: tenho nojo do McDonald's. Antes de ser vegetariana, eu ia ao Mc e já detestava aquele picles estranho do sanduíche. Hoje olho aquele lanche e o acho tão apetitoso quanto um pedaço de isopor. Sem contar que as lojas parecem estar sempre meio ensebadas, sujinhas e com cheiro de gordura. Pra não dizer que não falei das flores, eu salvaria a tortinha de maçã. E só.

Snapchat
Uma coisa bem chata que tenho visto recentemente é gente que abandona o blog e só aparece de vez em quando pra dizer: "tô postando tudo no snap". E nessa a pessoa também tem página no Face e perfil no Instagram, então qual a necessidade de usar MAIS UMA rede social (e encher o saco pra ser seguido nela), e uma em que as coisas somem depois de algumas horas? Passo.

Chaves
Alguém me explica qual a graça disso? Cenário tosco, personagens estereotipados, piadas que se repetem, aquele som de risada gravada no fundo - sei que tem gente que acha legal justamente por isso, mas acho só boring.

Harry Potter
Lembro de quando eu estava no Ensino Médio (ontem mesmo, kkk) e a saga do bruxato virou uma febre no colégio. Um dos meus amigos até comprou um dos livros (o terceiro, eu acho, e era enorme) na versão em inglês porque não conseguia esperar chegar a traduzida. Nunca - NUNCA - consegui achar graça naquele latim fajuto, na história do bruxinho e seus amiguinhos e inimiguinhos naquela escola estranha, nos personagens meio sinistroszzzzZZZzzzz e tudo mais.
(Sem contar que toda vez que eu digo que tenho uma coruja, alguém me pergunta se é igual à do Harry Potter. TODA VEZ.)

Crepúsculo
Eu me recuso a tentar ler, mas tentei assistir. O vampiro que brilha e a menina que não faz nada além de correr atrás dele são duas criaturas tão insuportavelmente chatas que só podiam mesmo formar um casal, afinal eles se merecem! Acho histórias de vampiro um saco e o romance enrolado dos dois me cansou fácil.

Contem pra mim: o que todo mundo ama e vocês detestam? 

terça-feira, 26 de abril de 2016

Um acordo

Querido Deus,

O Senhor tá de sacanagem, né? Cada hora leva um dos nossos músicos favoritos, e a gente não tá gostando.

No ano passado foi o B. B. King. Em 2014 foi Bobby Keys. Em 2013 foram o Chorão e o Champignon. Em 2012, Hal David. Semana passada foi o Prince e antes tinha sido o David Bowie, e enquanto tem um monte de gente boa aí em cima, a gente fica aqui embaixo ouvindo música ruim.


Tenho uma proposta de acordo pra resolvermos isso. (Advogados...)

O Senhor devolve pra gente Elvis Presley, Amy Winehouse, Michael Jackson, Freddie Mercury, Bob Marley, James Brown, Clara Nunes, George Harrison, Janis Joplin, Ben E. King e, claro, os que eu já citei acima.

Em troca a gente manda o Naldo, a Anitta, Ludmilla, Fiuk, Lexa, Belo, MC Guimê, Wesley Safadão, as duas bandas Calypso, Claudia Leitte, João Carreiro, Pedro Paulo & Alex, mais 20 funkeiros, 30 rappers e 40 duplas de sertanejo universitário.

Por favor, pense com carinho.

P.S.: Se quiser incluir alguns políticos no pacote, posso indicar uns 800 nomes. Podemos incluir também 30 ex-participantes de reality shows e mais alguns apresentadores de programas de auditório.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Links da semana

Acordei hoje vendo uma série de memes no Insta sobre a tal reportagem "Bela, recatada e do lar", um verdadeiro desserviço que a revista Veja publicou sobre Marcela Temer, esposa do vice-presidente Michel Temer. Não tenho nada contra a pessoa dela, até porque ela nunca foi de aparecer na mídia, então acho que o público em geral sabe pouco sobre ela mesmo (e nem vejo motivo pra ser diferente). O grande problema foi a forma ridícula como ela foi retratada, como se isso fosse um modelo a ser seguido por todas as mulheres: Temer é um homem de sorte por ter se casado com ela quando ela tinha 20 anos e ele 62, porque ela é bonita, se veste de forma discreta, não trabalha fora e dedica a vida ao marido, à casa e à família.

Vamos resumir: lugar de mulher é onde ela quiser, fazendo o que ela quiser. Atribuir um "modelo de vida" às mulheres para que sejam respeitadas é tão falacioso quanto dizer que uma mulher que usa um vestido curto é culpada por ter sido estuprada. Quer ser bela, recatada e do lar? Seja. Não quer? Sem problema.

Mas não vou fazer textão aqui a respeito, até porque várias pessoas já fizeram alguns excelentes, então o primeiro link é sobre isso. Nos seguintes tem mais feminismo (simmmm!) versus machismo velado nos filmes, um achado engraçadíssimo da Carol (assistam, é sensacional!), um pouco de sustentabilidade (o quinto texto complementa o anterior) e um pequeno post que todo canalha merecia ler.



quarta-feira, 30 de março de 2016

Minha experiência como correspondente jurídico

Esse é um tema que provavelmente interesse mais pro pessoal da área do Direito, então quem não for da área ou não se interessar pelo assunto pode pular pro próximo post, sem ressentimentos!


Fazia pouco tempo que eu tinha me mudado do Paraná pra São Paulo e ainda não dava pra procurar um emprego fixo aqui, porque muito do meu trabalho continuava no Paraná e eu ainda precisava estar lá com muita frequência pra atender clientes e fazer audiências. Então era aquele bate e volta constante, muitas horas na estrada, e algum tempo livre com o qual eu não sabia direito o que fazer.

Pra quem não sabe como funciona correspondente jurídico, uma explicação rápida: no dia-a-dia de um escritório de advocacia, alguns atos precisam ser realizados no fórum ou em outras repartições públicas (cartórios, PROCON, delegacias, etc.). O advogado que não quiser ou não puder fazer pessoalmente esses atos (por serem em outra cidade, por exemplo) contrata um correspondente (que pode ser um estudante de Direito, um bacharel em Direito ou um advogado) para ir a esses locais, para acompanhar uma audiência, tirar cópias dos autos de um processo, levantar um alvará, buscar um documento e postá-lo no correio, fazer um protocolo, coisas assim.

Conheci esse sistema por um anúncio no Facebook. Fiz um cadastro no site Jurídico Correspondentes (mas há vários outros também) e contratei um plano. No site, o correspondente cadastra as cidades onde atua e a partir daí começa a receber mensagens de potenciais clientes, o que se chama de demanda. O correspondente, então, responde a demanda se tiver interesse nela, informando o valor que pretende receber pelo serviço, o que se chama de proposta. O cliente pode aceitar a proposta, recusá-la ou tentar negociar o valor.

Parece legal, né? Mas é aí que o problema começa.

O que acontece é que os clientes, de forma geral, querem pagar o menor valor possível aos correspondentes. E, embora nosso órgão de classe e o próprio site advirtam que a fixação dos honorários deve ser justa, tem gente que aceita trabalhar por qualquer valor e cria uma concorrência desleal. E fica ruim pra todo mundo, porque essa pessoa que aceita qualquer valor recebe uma merreca pelo serviço prestado e ainda cria um desequilíbrio, porque quem propõe valores justos nunca consegue ser contratado pra realizar uma demanda. Então, se sempre houver quem aceite uma merreca, ninguém jamais vai conseguir receber um valor decente. E vamos colocar como valor decente não o que deixe alguém milionário, porque ninguém fica rico fazendo correspondente jurídico, mas pelo menos o que cubra os custos (transporte, alimentação, tempo na fila; sem contar que pra ir ao fórum a pessoa precisa estar pelo menos bem arrumada e apresentável) e dê alguma margem de lucro.

Mas Anne, tem gente que trabalha por tão pouco? Lamento informar, mas tem. Odeio falar de dinheiro, mas vamos abrir uma exceção pra deixar a coisa mais clara: nas demandas de cópias de autos e acompanhamento de audiência, eu propunha, respectivamente, em torno de R$ 50,00 e R$ 120,00 (o que eu já achava baixo, mas eram os valores praticados por aqui, então não ia adiantar passar muito disso). Demorei pra perceber que tinha gente fazendo cópia por R$ 10,00 e audiência por R$ 20,00 - isso sem considerar, ainda, que a tabela da OAB/PR sugere que o advogado cobre, pra fazer uma audiência, de R$ 350,00 a R$ 600,00!

Outra coisa bem desagradável que aconteceu foi que alguns clientes pedem o serviço pro mesmo dia ou pro dia seguinte, o correspondente entrega e recebe uma mensagem do cliente dizendo que agendou o pagamento para dali a 60 ou até 90 dias. Depois desse prazo, se não for bem organizado, o correspondente até já terá esquecido do fato e vai passar batido. Duas empresas simplesmente não me pagaram, não responderam minhas mensagens e fizeram a egípcia quando eu disse que entraria com ações de cobrança pra receber aqueles valores. O mais irritante é que não é só o dinheiro, sabe? É o descaso e a total falta de respeito com seu trabalho, ainda mais vinda de um colega de profissão!

E outra ainda é que muitos clientes dizem ter interesse em contratar correspondente fixo, o que significa que cada vez que ele precisar de uma diligência na sua cidade, vai te enviar diretamente uma mensagem ao invés de procurar outro correspondente no site. Teria tudo pra funcionar bem, se não fosse por um detalhe: uma vez que você se torna correspondente fixo de um determinado cliente, ele se sente no direito de botar preço no seu trabalho e propor valores cada vez mais baixos pela diligência. Se antes ele pagava R$ 60,00, daqui a duas semanas vai querer pagar R$ 40,00. Se você recusar, ele simplesmente vai procurar outro correspondente - porque volta naquilo que eu disse antes e tem quem aceite trabalhar por qualquer valor.

Enfim.

Devo admitir que o começo do meu trabalho como correspondente foi bem satisfatório, mas depois de alguns meses eu fui me cansando dessas situações. A proposta do Jurídico Correspondentes é muito boa; o problema, como eu disse, é a quantidade de gente folgada e sem noção que tem no mundo. Talvez o sistema de correspondente jurídico seja mais vantajoso para estudantes e recém-formados que ainda não precisem pagar suas contas, então qualquer dinheiro recebido é extra. Pode ser também que em outras cidades o trabalho de correspondente esteja mais valorizado do que aqui, e seja um bom negócio.

Eu escrevi isso tudo porque, quando estava buscando informações a respeito desse tipo de trabalho, só encontrava uns comentários esparsos no Facebook ou então opinião comprada, então espero que esse texto seja de alguma utilidade pra quem quer ser correspondente e não sabe direito o que esperar - vai que alguém dá um Google e vem parar aqui? ;-)

Se alguém aí trabalhou como correspondente, me conta nos comentários!

E.D.I.T.A.D.O
O Jurídico Correspondentes agora se chama Jurídico Certo.

sexta-feira, 18 de março de 2016

De: Anne de 30 | Para: Anne de 20

Oi, pequena eu!

Lógico que tinha que ser por um blog que eu ia te escrever, já que você não sai mais da frente desse computador. Eu sei que você acabou de descobrir um monte de coisas legais pra fazer na internet, mas olha, é sério: sai da frente desse computador. Vai malhar. Agora! Você tá usando a faculdade como desculpa pra não fazer mais exercícios, mas ainda tem a maioria das tardes livres, então começa a subir escada pelo menos. Faz uns agachamentos também. Uns 100 por dia já tá bom, isso vai te poupar bastante trabalho no futuro.

Por falar em futuro, começa um estágio JÁ! Não cai na conversa dos seus amigos porque não é todo advogado que é babaca com estagiário, e um estágio vai fazer uma diferença enorme na sua vida profissional depois.

Sabe esse cara que você gosta? Ele não é o amor da sua vida. Daqui a uns anos vocês vão conversar e ver que isso aí não tinha como dar certo mesmo e vai ficar tudo bem. Você vai superar isso muito melhor e mais rápido do que você pensa. Foca na sua vida profissional, que mais pro final da faculdade vai dar tudo certo.

Sabe essa história que se pintar o cabelo loiro de vermelho fica laranja? Tudo mentira.

Pára de encher o saco da sua mãe pedindo um cachorro. Ela não vai te dar. Mas você vai ter um cachorro mesmo assim, seu irmão vai se encarregar disso. Aliás, depois que conhecer seu futuro marido, você vai viver rodeada de cachorros. Vai ter gatos e um porco também. Mas não sai profetizando isso por aí, senão as pessoas vão achar que você ficou maluca.

Sabe esse inferno dessas infecções de garganta? Nenhum médico vai se dignar a te explicar que sua imunidade é baixa e você precisa melhorar isso, então já vou te adiantar a receita pra economizar antibióticos: toma um polivitamínico todo dia e isso vai passar. Prometo.

Nos próximos anos você vai conhecer todo tipo de gente canalha, então pensa bem antes de depositar sua confiança em quem quer que seja. Mas se a sua garganta não te matou até hoje, também não vai ser isso. Enfim, a vida vai mostrar quem sim, quem não e quem nunca.

Você não depende de um relacionamento pra ser feliz. A vida tem muito mais coisas interessantes além de ter uma pessoa do seu lado. Então trabalhe, cuide de você, cultive sua autoestima, faça as coisas que você gosta, vá viajar, aproveite cada instante perto da sua família, dê toda atenção do mundo aos seus bichos. E arruma esse quarto, pelo amor de Deus!

Perto dos 30 anos - mas muito perto mesmo - você vai descobrir o valor de ser quem você é. Vai dar valor a cada minuto de aula de piano e de balé, a cada livro lido, a cada trabalho feito, a cada experiência boa ou ruim que teve, e você vai entender que você é mesmo muito foda (sua irmã já diz, mas você ainda não acredita) - e vai conseguir enxergar como é a pessoa que você quer se tornar, e vai ver também o quanto perto está disso.

Agora, sério: sai da frente desse computador e vai malhar.


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Oh my God, we're back again

Aí que a blogueira some por semanas e volta como se nada tivesse acontecido, né?

Pois não é que aconteceu que alguém apostou com o Bill Gates que a Microsoft nunca mais conseguiria produzir algo tão ruim quanto o Windows ME, mas ele bateu o pé e ela conseguiu se superar e lançou o Windows 10?

- Fica aí, Louis... mâmis tá brava

Sério, gente. Meu computador morreu por quase um mês depois da atualização. No primeiro momento foi tudo lindo, meus arquivos todos na pasta Windows.old. Dois dias depois ele instalou automaticamente uma nova atualização, sem pedir autorização nem nada, reiniciou e todos os meus arquivos DOC e PDF tinham sumido, incluindo milhares de arquivos importantes do meu trabalho. E lógico que muita coisa era recente e não tinha backup.

Passei três semanas tentando salvar as minhas fotos em discos virtuais - não dava pra jogar em pen drives nem HD externo porque estavam inexplicavelmente protegidas contra cópia. Mas enviar por e-mail dava, e foi o que eu fiz: enchi minhas cinco contas do Gmail com fotos e vídeos pessoais. Nem pensei em tentar salvar minhas músicas, porque ia surtar: tem mais de dez anos de MP3 aqui!

Foi BEM cansativo.

Isso deu um trabalho absurdo, mas era o único jeito de fazer backup antes de tentar retornar ao Windows 7 e ver se conseguia recuperar meus arquivos. Mas quando fui tentar fazer a reversão (antes dos 30 dias do prazo dado pela Microsoft pra retornar à versão anterior) ela não estava disponível.

Aaaahhhhhhh não acreditoooo!

Passando por fóruns de discussão, eu soube do aplicativo Recuva, que é capaz de recuperar arquivos perdidos. Ele encontrou algumas coisas, mas a enorme maioria dos meus arquivos já tinham sido sobrescritos - e perdidos para sempre.

Ainda não tenho uma avaliação muito precisa sobre o estrago, mas acho que também nem quero ter, só sei que bagunçou geral a minha vida e agora cada trabalho que eu vou fazer me toma o triplo do tempo, já que a maioria dos meus modelos de peças e todos os meus registros de andamento processual foram comidos pelo Windows 10. Além de posts pro blog que estavam prontos. Pois é.

 - Vishhh cansei dessa parada aí, vou tirar uma soneca enquanto mâmis resolve

Tô dedicando tanto tempo quanto possível pra colocar ordem na casa de novo, então tenham paciência e não briguem muito comigo, ok?

Alguém mais passou por isso com o Windows 10? Junte-se a nós e conte o seu drama! 

* Os pets são todos meus, inclusive Zequinha, meu gato estagiário!

domingo, 15 de novembro de 2015

O mundo tá 8 ou 80

Faz tempo que venho pensando em falar sobre isso e acho que chegou a hora, porque olha: tô cansada. E acho que vocês também estão.

Tenho visto três comportamentos extremamente irritantes ultimamente, tanto na infernet internet quanto fora dela:
1. Mania de levantar bandeira pra tudo
2. Falta de empatia com os outros
3. Criticar tudo.

E qual é a parte mais mala disso tudo? É que esses três comportamentos vem de pessoas com pensamento raso, que nem tiram um minuto pra pensar sobre o que estão dizendo e saem distribuindo seus comentários insensatos e raivosos mundo afora.


Tenho notado isso relacionado a vários eventos recentes, como o resgate dos beagles do Instituto Royal, o acidente dos porcos do Rodoanel, a discussão sobre a legalização do aborto no Brasil e agora, nesse final de semana, os atentados terroristas em Paris.

Explico.

Quando dezenas de voluntários se organizaram pra resgatar os beagles, houve uma enorme comoção porque muita gente até então não tinha noção de como eram tratados os animais de laboratório. É fácil falar que, em nome da segurança das pessoas, os medicamentos e cosméticos devem ser testados em animais, não é? Mas quando o preço da desinformação e da futilidade vem à tona, todo mundo se choca. E o comentário mais imbecil que eu li sobre esse resgate foi: "Do que adianta irem resgatar os cachorros, se os ativistas não são veganos?"

Sério.

Que diferença faz para aqueles cachorros se os ativistas são veganos? Eles salvaram a vida de dezenas de cachorros condenados a sofrer por anos em um maldito laboratório, tiraram esses animais de lá e deram a eles a chance de uma vida normal, cercados por uma família amorosa, com uma casa decente sobre suas cabeças, cuidados veterinários e carinho. Veganismo é importante sim, mas qual a relação entre uma coisa e outra?

Sobre a questão dos porcos do Rodoanel, não vou dizer mais nada porque a Leticia escreveu o texto mais sensato que eu li sobre o assunto e eu assino embaixo.

Aí, quando se fala sobre a questão do aborto, a gente parece cair num buraco sem fim de discussões, teorias, crenças e gente intolerante. Deixando uma coisa bem clara: sou a favor da legalização sim. O que não é a mesma coisa de ser a favor do aborto. Legalizar aborto não significa que ele será usado no lugar de métodos contraceptivos; isso não acontece em nenhum dos países onde ele é legalizado. Acontece que, como advogada, eu vejo todos os dias que a Justiça é lenta, burra, cega, surda, muda e estúpida. Não importa o que a Lei diz, porque a Justiça funciona mal. Mas MUITO mal. Vocês acham que toda mulher agredida sexualmente consegue comprovar isso na Justiça? Vocês acham que todo processo é julgado a tempo? É mais provável que, quando o juiz finalmente se dignar a dar a sentença concedendo o abortamento, a criança já tenha três anos de idade OU a mulher já tenha morrido em decorrência de um aborto clandestino. Toda mulher é uma vítima em potencial, mas o que eu mais vejo é gente sem noção (e normalmente mulheres!) dizendo coisas do tipo: comigo nunca vai acontecer, eu não ando sozinha à noite na rua, não uso roupas provocantes então não chamo a atenção de agressor; eu jamais abortaria mesmo se não quisesse o filho; é só ter a criança e entregar pra adoção; e mais uma vez as vítimas são as culpadas e as mulheres são tratadas como bruxas que devem ser queimadas na fogueira porque não tem coração e são capazes de matar seus filhos que não tem chance de se defender.

Empatia zero. Nem toda agressão é comprovada, nem toda mulher tem como se defender, nenhum método contraceptivo é infalível e nem toda mulher nasceu pra ser mãe. Os americanos tem um ditado popular que diz que você não pode julgar uma pessoa antes de calçar os sapatos dela e andar uma milha com eles. Você acha errado? Não faça. Mas não julgue os outros, porque você nunca vai saber a situação inteira.

É justo?

Os atentados terroristas em Paris que aconteceram dias atrás mataram mais de 100 pessoas, deixaram outras incontáveis em choque e despertaram a solidariedade do mundo todo. Onde já se viu sair de casa pra se divertir e não voltar nunca mais, tudo por obra de uns cretinos malucos que se julgam no direito de sair dando tiros de metralhadora em pessoas inocentes? Não vejo como não se sensibilizar com a dor dessas famílias que perderam seus entes queridos nesse ato horrendo. Aí de novo vem os chatos levantadores de bandeira gritando ao mundo que é um absurdo mostrar solidariedade à França mas não ao desastre ambiental ocorrido em Mariana nessa mesma semana, que destruiu o ecossistema local e deixou milhares de pessoas desabrigadas e sem água potável. 


De novo: o que tem uma coisa a ver com a outra? Botar a bandeira da França na sua foto do Facebook não significa que você não liga para o que aconteceu em Mariana. Aliás, se o Facebook houvesse disponibilizado a bandeira de Minas também, zilhões de pessoas teriam aderido. Quem tá aí criticando as fotos com bandeira francesa, fez alguma coisa pra ajudar as vítimas de Mariana? Foram lá ajudar as pessoas e animais, doaram água, alimentos, remédios? Acho que não, né? 


Então, gente, acho que o negócio é o seguinte: menos julgamento, menos reclamação e mais atitude. Abrir a mente e os ouvidos pra opiniões diversas nunca matou ninguém. Guardar suas opiniões ao invés de esbravejá-las como verdades absolutas também não. Colocar uma bandeira na sua foto de perfil é algo maravilhoso porque demonstra que a humanidade se uniu em solidariedade às vítimas de um ato cruel e insano, mas não define quem você é. Você não sabe o que os outros fazem quando ninguém está olhando e sair cuspindo julgamentos não ajuda ninguém. 

Uma coisa não exclui a outra.

Demonstrar amor nunca é demais.
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