quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

A menina que roubava livros

A menina que roubava livros é uma história, no mínimo, peculiar.

Primeiro porque é uma história narrada pela morte, o que já causa um impacto inicial com a ideia de que, com um narrador desses, as coisas não podiam terminar muito bem.

Segundo porque o cenário é a Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial, de modo que as coisas de jeito nenhum poderiam terminar muito bem.

Terceiro porque não estou dando mais spoiler do que aquilo que você recebe logo nas primeiras páginas do livro: uma história narrada pela morte, tendo a guerra como pano de fundo e a Alemanha nazista como cenário, as coisas não serão propriamente cor de rosa. E a narradora nos diz isso o tempo todo, inclusive antecipando fatos como se nos preparasse para o que virá nas próximas páginas, e faz isso às vezes com uma crueza de detalhes chocante, às vezes com uma enorme delicadeza que faz o leitor se perguntar se leu direito... será que esse cara morreu mesmo?

Mas o final é o de menos nessa história.

Liesel é uma menina de nove anos que é entregue pela mãe a uma família adotiva. Seu pai era um comunista (então a gente já sabe o que possivelmente aconteceu com ele, apesar disso não ser dito literalmente), sua mãe estava doente, e seu irmãozinho morreu durante a viagem de trem até a casa da nova família. Liesel e a mãe interrompem a viagem para enterrar o corpo do menino e do bolso do coveiro cai um livro. Mesmo sem saber ler, a menina discretamente o furta. Assim começa sua carreira de roubadora de livros.


Na casa de seus novos pais, Rosa e Hans Hubermann, Liesel tem que deixar tudo para trás e se adaptar a uma nova vida. Ela sofre na escola em razão das dificuldades de aprendizado. Em compensação, na vizinhança mora Rudy, um menino de cabelos cor de limão que se tornaria seu melhor amigo.

Os pesadelos diários de Liesel com seu irmão morto a aproximam de Hans, já que ele passa as madrugadas com ela ensinando-lhe a ler. Liesel vai se apaixonando pelas palavras e se encantando com as histórias, e roubar livros passa a fazer parte de sua rotina, especialmente quando a polícia faz enormes fogueiras para queimar os pertences dos judeus e quando a esposa do prefeito oferece a Liesel sua grande biblioteca.

Numa noite, um homem bate à porta da casa da família Hubermann: é Max, filho de um amigo de Hans que morreu na Primeira Guerra. Eles sabem do perigo de abrigar um judeu, mas não hesitam em escondê-lo em seu porão. No frio do porão, com o medo de Max ser descoberto, e em meio aos livros, Max e Liesel iniciam uma grande amizade. 

Enquanto a cidade é bombardeada e a vizinhança se esconde em abrigos, Hans toca acordeão e Liesel lê histórias para acalmar as pessoas. É quando ela vai se dando conta do fascínio e da dualidade das palavras: com elas, Liesel conforta pessoas apavoradas pelo medo de morrer, e também é por meio delas que Hitler iludiu todo um país e causou a maior tragédia da história.

Mais tarde, seriam justamente as palavras que salvariam a vida de Liesel.


Estamos acostumados com livros e filmes que retratam a guerra, mas poucas vezes nos deparamos com histórias que relatam a vida das pessoas que não estão envolvidas diretamente com a guerra. Em A menina que roubava livros, as pessoas estão tentando levar suas vidas tão normalmente quanto possível, mesmo em meio ao medo, à fome, às privações, ao desemprego, aos bombardeios, às discussões políticas, à perda de pessoas próximas, e mesmo à proximidade da morte em tempo integral. E é nesse contexto também que Liesel e Rudy vivem o final de sua infância... e o final da vida de várias das pessoas que os rodeiam.

É um desses livros pra ler com o coração pequenininho, e quando vai chegando o final chega a dar dó de terminar de ler. Não porque é triste, mas porque é bonito demais pra acabar.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

A melhor trilha sonora de filme de todos os tempos

...É a do filme Transformers: Revenge of the Fallen.


Também é o Transformers que tem a melhor história (tem muito tiro, porrada e bomba, claro, porém um bom enredo de fundo), o que tem mais cenas engraçadas e também é o filme que tem a mocinha mais interessante, porque Megan Fox tem muito mais personalidade do que aquela menina chata do quarto filme que só fica gritando o tempo todo esperando ser salva por alguém.

Bom, é Megan Fox, né. Nunca vou superar o fato dela ter sido cortada do terceiro filme.

Enjoy!

New Divide - Linkin Park

21 Guns - Green Day
Amo amo amo amo essa música. Uma das melhores do Green Day.

Let it Go - Cavo

Capital M-e - Taking Back Sunday

Never Say Never - The Fray

Burn it to the Ground - Nickelback
Tem Nickelback na trilha sonora? Então não tem como dar errado. Essa música já apareceu aqui antes. Tem uma outra música do Nickelback que praticamente fez o filme, que é Savin' Me da trilha de Os Condenados.


Burning Down the House - The Used

Not Meant to Be - Theory of a Deadman
Sofrência.

Real World - All American Rejects

I Don't Think I Love You - Hoobastank
Pós-sofrência. Adoro essa música.

This is It - Staind

Almost Easy - Avenged Sevenfold

Transformers: The Fallen Remix - Cheap Trick

Curtiram?

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Torta com massa de arroz

Bora acabar com o hiatus de receitas vegetarianas nesse blog?


Essa é uma receita bem fácil e os ingredientes do recheio podem ser adaptados com o que tiver em casa: milho, ervilha, champignons, pimentão... A massa de arroz é muito leve e macia. Essa torta dispensa acompanhamentos, podendo ser servida como prato único ou então acompanhada só de uma saladinha.

Ingredientes
Massa:
- 3 ovos
- meia xícara de óleo
- uma xícara de água
- 4 xícaras de arroz cozido (pode ser aquele de ontem...)
- meia xícara de queijo curado cortado em cubos pequenos (ou mussarela, ou queijo prato)
- 1 pitada de sal
- 1 colher (sopa) de fermento

Recheio:
- uma xícara de abobrinha cortada em cubos pequenos
- uma xícara de cenoura cortada em cubos pequenos
- meia cebola cortada em cubos pequenos
- um tomate picado
- uma xícara de palmito picado
- óleo para refogar
- sal e pimenta do reino a gosto

- meia xícara de parmesão ralado para polvilhar

Pré-aqueça o forno a 200ºC.
Cozinhe a cenoura e a abobrinha numa panela com água e sal até ficarem macias (aproximadamente 10 minutos). Enquanto isso vá picando e separando os outros ingredientes.
Escorra a cenoura e a abobrinha e reserve.
Volte a panela ao fogo, aqueça o óleo e frite a cebola até ficar douradinha, acrescente os demais legumes e os temperos e refogue.
Deixe esfriar um pouco e enquanto isso prepare a massa: bata todos os ingredientes no liquidificador, na ordem em que estão na receita, até ficar homogêneo.

Numa fôrma antiaderente (ou de alumínio untada e enfarinhada), coloque metade da massa, alisando com uma espátula, depois o recheio e o restante da massa. Polvilhe o parmesão ralado e leve ao forno até dourar (uns 25 a 30 minutos).

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

A Garota Dinamarquesa

A Garota Dinamarquesa é um desses filmes pra assistir e ficar pensando a respeito por dias. Semanas.

Até onde você iria por amor?
Até onde iria para ser você mesmo?
Pode o amor transcender até mesmo o gênero?


Assim como O Quarto de Jack, A Garota Dinamarquesa é um desses filmes que, quanto menos se souber sobre ele antes de assistir, melhor. Mas vou tentar falar a respeito sem contar mais do que o trailer e deixar as surpresas pra quem ainda não assistiu.

O filme é baseado na história real de Einar Wegener, a primeira pessoa (que se sabe) a se submeter a uma cirurgia de mudança de gênero.

Na Europa dos anos 1920, Einar é casado com Gerda. Ambos são artistas plásticos, embora ele mais bem-sucedido do que ela. Eles tem um casamento normal e feliz, até o dia em que a modelo de Gerda se atrasa e ela pede a Einar que pose pra ela usando meias e sapatilhas femininas. Naquele momento, surge Lili, a personalidade feminina de Einar. Dias depois, Gerda convence Einar a ir a uma festa à qual ele não queria ir, com a chance de ser outra pessoa por outra noite: Lili. A partir daí, Einar vai cada vez mais deixando de ser ele mesmo e se tornando Lili. Gerda começa a pintar Einar como Lili em suas telas e, enquanto ela se torna cada vez mais conhecida como artista, ele se afunda cada vez mais tanto na vida profissional como na pessoal, ficando triste e se envolvendo em confusões.


A cena em que Einar se despe diante do espelho do camarim do teatro é muito emblemática e choca não pela nudez (nudez choca alguém? O que me choca é tiro na Sessão da Tarde), mas pela crueza com que mostra que ele já não se identifica mais com seu corpo.


Gerda tenta contornar a situação como pode e a cada cena tudo vai ficando mais tenso pra ela, e é muito triste ver aquela mulher linda, batalhadora a talentosa lutando por seu casamento e por tentar retomar a vida que tinha antes com Einar.

Completamente sozinha com essa situação incomum, Gerda pede ajuda a um amigo de infância de Einar, Hans, que os apresenta a um médico interessado em fazer cirurgias de mudança de gênero. E mesmo sem ter certeza de nada, sequer se vai conseguir sobreviver, Einar decide tentar.


É um filme muito forte e sensível, além de visualmente bonito, já que toda a estética dos cenários e dos figurinos lembra as cores e as texturas das pinturas do casal. Einar e Lili causam todo tipo de sentimento, de raiva e pena a solidariedade e simpatia, e Gerda rouba a cena tanto pela atuação impecável como pela delicadeza e força da personagem.


Vocês já assistiram? Me contem!

=^-^=



Long Prom Dresses

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

BEDA #31: O BEDA que não foi

Aí que meu BEDA bugou.

Foto: Thiago Floriani

Meu BEDA começou bem, os posts fluíram fácil e os posts das boy bands me surpreenderam com um aumento vertiginoso de visitas que até agora eu tô me perguntando de onde veio todo esse povo.

Mas aí, no meio do BEDA (e no meio desse agosto que durou 300 dias) veio um momento pavoroso da minha vida e a casa caiu, dessas rasteiras que você demora pra entender de onde veio, o que foi que te derrubou, como assim, por que eu, por que agora? Deus me odeia? E o que depois de uma longa tempestade que durou anos estava finalmente se ajeitando, bagunçou tudo de novo.

Enquanto todo mundo à minha volta me cobrava decisões, eu tentava me concentrar só em continuar respirando. Era como um mantra que eu tirei de uma música há muitos anos e repetia mentalmente: keep breathing. Keep breathing. Keep breathing. Porque, se eu conseguisse, uma hora iria conseguir também voltar a pensar direito e arrumar um jeito de seguir em frente.

Teve absinto e Rivotril pra dormir. E teve toda a minha vida de pernas pro ar outra vez. E teve apoio vindo de onde eu nem imaginava.

E eu, que passo a maior parte do tempo detestando a humanidade, ainda tive uma surpresa boa no meio de toda a m*rd@ que a minha vida tinha virado: encontrei pessoas. Encontrei pessoas que não tinham obrigação nenhuma de estar ali, de me ajudar de alguma forma, e mesmo assim elas fizeram. Reencontrei pessoas das quais eu tinha me perdido há muito tempo e, mesmo as vendo com freqüência, não achava que algum dia a gente ainda conseguiria se unir pra alguma coisa. E encontrei uma pessoa que me conhecia só há menos de dois meses, mas que me apresentou a outras duas e, de um modo que eu nem entendo, foi justamente o abraço dessas duas estranhas que começou a juntar todos os pedaços quebrados dentro de mim.

Essa vida é muito louca mesmo.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

BEDA #11: Como começar a se tornar vegetariano - parte II

Hoje segue a segunda parte desse post aqui, com mais dicas sobre como começar a se tornar um vegetariano de forma simples e sem stress. São dicas úteis também pra quem não tem a intenção de ser vegetariano, mas pretende reduzir o consumo de carne.

Por onde eu começo?

Existem muitas formas e cabe a cada pessoa ver o que se adapta à sua vida. Quando me tornei vegetariana ainda não conhecia nenhuma dessas campanhas, mas aqui vão algumas ideias que tenho visto e gostei muito:

Segunda sem carne



As bases da Segunda Sem Carne estão nesse site, onde tem muitaaaaaas receitas fáceis, dicas de nutrição, notícias, depoimentos e uma lojinha fofa. Segunda-feira é o dia oficial de começar algo novo, então que tal começar a semana com uma alimentação sem carne? Sem contar que no final de semana a gente costuma exagerar em tudo (comida, álcool, açúcar...), então uma segunda-feira sem carne, com uma alimentação mais leve, colorida e nutritiva, pode funcionar como um detox pro corpo eliminar mais facilmente o inchaço e as toxinas.

Vegetariano de segunda a sexta-feira



Essa ideia eu vi nesse vídeo e achei muito interessante. O palestrante relata que vem pensando no quanto o consumo de carne causa danos ao meio ambiente e sofrimento aos animais; por outro lado, ainda não está preparado pra comer seu último hambúrguer. A solução que ele encontrou foi ter uma alimentação vegetariana de segunda a sexta-feira. Os finais de semana são livres, ele pode consumir carne ou não. (Claro que um vegetariano propriamente não come carne nem mesmo eventualmente, mas vocês entenderam a ideia, né?)

21 dias sem carne



Há vários anos, estudos vem mostrando que, ao praticar determinada coisa por 21 dias seguidos, ela se incorpora à sua rotina e se torna um hábito. Essa é a ideia do 21 dias sem carne, que vocês podem conferir nesse perfil do Instagram e nesse site. Ficar por um período mais longo como esse sem consumir carne já é suficiente para o corpo sentir os bons efeitos de uma alimentação vegetariana, como eliminação do inchaço, perda de peso, mais disposição, regularidade do sono, pele mais viçosa e hidratada. O perfil no Insta mostra dicas, mensagens de incentivo, fotos inspiradoras de comidas veganas e muitas receitas.

É como eu já disse antes: não precisa ser 8 ou 80, existem muitos meios-termos e todo esforço é importante e faz diferença!

Alguém a fim de tentar? Me contem!

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

BEDA #10: As boy bands da minha vida: Westlife

O Westlife foi a minha boy band preferida (para total alegria do meu irmão, #sqn) e eu tinha, insanamente, todas as músicas decoradas. Tive uma amiga apaixonada pela banda também, aí agüenta o teor das conversas, né?

Interessantemente, hoje é raro que eu escute alguma música deles.

O Westlife era a mais romântica das boy bands e praticamente todas as músicas eram sobre amorzinho/não sei viver sem você/tô feliz porque você tá aqui/tô triste porque você foi embora/não vá embora não. Qué dizê: tudo que uma menina de 16 anos NÃO precisa ouvir. Devia estar lendo O Mundo de Sofia, mas estava escrevendo umas letras de músicas babonas na contracapa das apostilas do Anglo. Perdoa, Deus! Hahahaha

Mas calma, não virei uma alienada por causa disso.


Anyway, era fofo e eu amava (óbvio), e já que é BEDA e já que estamos falando de boy bands...

Westlife foi um grupo irlandês formado em 1998 e teve enorme sucesso no mundo todo, alcançando o terceiro maior recorde de singles no Reino Unido, ficando atrás somente de Elvis Presley e The Beatles. Seus primeiros singles, Swear It Again e If I Let You Go, emplacaram no primeiro lugar em várias rádios e isso deu força ao lançamento do primeiro disco, que tinha o mesmo nome da banda. Nos anos seguintes foram lançados os álbuns Coast to Coast, World of Our Own, Unbreakable, Turnaround,  Allow Us to Be Frank, Face to Face, The Love Album e Back Home, todos sucessos de vendas. Ao todo, foram vendidos mais de 40 milhões de discos. O Westlife se separou em 2012, após uma turnê de despedida e o lançamento do álbum Greatest Hits.

Assim como 'N Sync, esse também não dá pra ser só Top 5, tem que ser Top 10!

Change the World



If I Let You Go



When You're Looking Like That



Why Do I Love You



World of Our Own



Heal


Uptown Girl



What Becomes of the Broken Hearted



What I Want Is What I've Got



Can't Lose What You Never Had



E assim se encerra a série de posts sobre as boy bands da minha vida, e quem viveu essa fase, espero que tenha curtido e matado a saudade também! Pra mim foi nostálgico fazer esses posts e reviver um pedacinho especial da minha vida que eu guardo com carinho.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

BEDA #9: As boy bands da minha vida: Five

O Five (ou 5ive) foi uma banda de música pop formada por cinco britânicos em 1997, pelos mesmos empresários que agenciaram as Spice Girls. Apesar de os próprios integrantes haverem escrito ou co-escrito a maioria das músicas, o sucesso do Five não alcançou o de outras boy bands da época, como os Backstreet Boys ou o 'N Sync. Ainda assim, a banda vendeu em torno de 20 milhões de discos em todo o mundo e alcançou os primeiros lugares nas rádios com onze músicas.

Pesquisas indicam que: não tá fácil achar uma foto decente desse povo.

A jornada da banda foi turbulenta, com várias saídas e retornos de dois dos membros e algumas trocas de equipes de gestão, e se encerrou em 2001. Eles chegaram a fazer uma turnê em 2013, mas não há notícias de que voltem a se reunir novamente.

Enquanto os Backstreet Boys eram mais românticos, as músicas do Five tinham uma pegada mais dançante, influenciada pelo rap, funk e hip hop.

Satisfied


Got the Feelin'



Everybody Get Up



You Make Me a Better Man
Eles eram fofos às vezes.


Keep on Movin'
Deixei o melhor pro final, porque essa música está no meu iPod até hoje e eu escuto no carro indo pro trabalho. Julguem-me! Hahahaha


Alguém mais matou saudades por aí?

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

BEDA #8: As boy bands da minha vida: 'N Sync

O 'N Sync foi uma boy band americana de música pop que se formou na Flórida em 1997 e vendeu mais de 50 milhões de discos pelo mundo. As músicas passaram anos constando no topo das mais pedidas de diversas rádios. O nome da banda vem da última letra dos nomes dos seus integrantes: Justin, Chris, Joey, Lansten e JC.


Em 2002, após a turnê do álbum Celebrity, ele decidiram entrar em hiato porque Justin Timberlake estava mais interessado em fazer carreira solo. Em 2007 eles anunciaram que o grupo não voltaria e em 2013 se reuniram para fazer apenas uma apresentação juntos.

O figurino é muitas vezes tenebroso e as dancinhas coordenadas merecem risos eternos, mas vá, é um post nostálgico!

Esse é impossível fazer só um Top 5, então vai um... Top 8!

Bye Bye Bye


It's Gonna Be Me

Bonequinhos dançantes do 'N Sync: QUERO!

Girlfriend


I Want You Back



Gone


Tearin' Up My Heart


Selfish


This I Promise You

domingo, 7 de agosto de 2016

BEDA #7: As boy bands da minha vida: Backstreet Boys

BEDA rolando e vamos dividir um pouco de amor e de vergonha alheia? Vamos!

My confession: fui uma adolescente fã de boy bands. Nunca curti as dancinhas, nunca tive pôster no quarto, não assistia aos clipes e mais ou menos sabia os nomes dos cantores, mas tinha meia dúzia de CDs inteiros na ponta da língua (e agradeço a esses caras por terem aprimorado meu inglês!). Ainda tenho algumas músicas em uma pastinha do computador e no meu iPod (e escuto no carro cantando junto, aloka).


Backstreet Boys é formado por cinco norte-americanos que se vestiam iguais e faziam umas dancinhas engraçadas que se reuniram em 1993 e lançaram o primeiro disco em 1996, com o mesmo nome da banda, que foi um estouro de vendas. O sucesso só aumentou com o lançamento dos próximos álbuns, Backstreet's Back em 1997, Millennium em 1999, Black & Blue em 2000 e Never Gone em 2005.

No ano passado eles fizeram uma turnê toda saudosista e passaram pelo Brasil, e quem foi garante que foi pura nostalgia e amor. s2

E o meu Top 5 é esse! Quem gosta já aproveita pra matar a saudade! Agora, quem não viveu a adolescência nos anos 2000's não sabe o que é música! Hahahah (Calma, não me matem, e pelo amor de Deus não reparem nos cortes de cabelo...)

The One


Larger than Life


We've Got it Goin' On 


I Still... (minha preferida ever)


As Long as You Love Me (um clássico pra finalizar)

sábado, 6 de agosto de 2016

BEDA #6: 3 filmes de época

Três filmes lindos pra quem adora uma história antiga.

Maria Antonieta

A princesa austríaca adolescente que dá nome ao filme é enviada ainda adolescente à França para se casar com o príncipe Luis XVI como parte de um acordo entre os países. Na corte, ela se depara com rígidas regras de etiqueta, disputas familiares, fofocas insuportáveis, um casamento infeliz e a crescente pressão para ter filhos. Desconfortável com o mundo que a rodeia, ela cria um universo à parte em seu palacete, onde pode se divertir e ter paz. Enquanto isso, a revolução aumenta e explode fora dos muros do palácio.


Sofia Coppola deu à sua Maria Antonieta características muito humanas, que não estamos acostumados a ver quando normalmente ouvimos falar sobre ela. Recém-chegada à França, bruscamente separada de seu país e de tudo que lhe era familiar, Antonieta enfrenta um choque ao tentar se adaptar à vida em Versailles. Em um segundo momento, ela mergulha naquele mundo de luxo e frivolidade e aproveita ao máximo as distrações que a fazem esquecer a pressão política e pessoal que sofre constantemente, dedicando-se a escolher vestidos e participar de festas. Alguns anos depois, saturada da vida na corte, ela manda construir um palacete onde pode ter alguns momentos de vida tranquila, perto da natureza e de forma tão simples quanto sua condição permitia. Mas em todo o país a revolução estava prestes a estourar e a pouca felicidade que ela encontrou tinha prazo para terminar.

Amo esse filme e não canso de ver!

O Sorriso de Mona Lisa

No início da década de 50, Katherine, vivida por Julia Roberts, é uma professora de arte formada em uma universidade liberal que vai dar aulas em uma escola feminina e tradicional, onde meninas com grande potencial são educadas para se tornarem esposas e mães, sem qualquer visão de futuro profissional. Ela tentará abrir a mente de suas alunas para que se preparem para enfrentar os desafios da vida e façam suas próprias escolhas. 


São emblemáticas as figuras das alunas Betty, uma típica menina de família que coloca todas as suas esperanças no casamento, e Giselle, o oposto de Betty em tudo, que pouco se importa para as regras impostas às mulheres pela sociedade da época. As reviravoltas acontecem quando o casamento de Betty fracassa e Joan, uma das alunas que mais se destacam, decide abandonar seus planos relacionados à universidade e se tornar dona de casa. A temática feminista é tratada com leveza e a estética do filme é linda.

O Curioso Caso de Benjamin Button

Benjamin nasceu em Nova Orleans, em 1918, com aparência e doenças de uma pessoa de 80 anos, mesmo sendo um bebê. Com o passar do tempo, ao invés de envelhecer, ele rejuvenesce. Ainda criança, ele conhece e se apaixona por Daisy, da mesma idade que ele, mas precisa esperar que ela cresça para que, com idades parecidas, eles possam viver seu amor.


Enredo excepcional, elenco incrível (Brad Pitt e Cate Blanchett, precisa mais?) e um filme que é tudo ao mesmo tempo: curioso, dramático, engraçado e fofo, que te deixa ansioso pelo que vai acontecer em seguida, e ainda traz uma reflexão intrigante sobre como são parecidos o início e o final da vida.

=^.^=



Long Prom Dresses

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

BEDA #5: Como começar a se tornar vegetariano - parte I

Algumas semanas atrás eu escrevi um post sobre como é ser vegetariana e a recepção foi tão, tão, TÃO INCRÍVEL que eu achei que era hora de falar mais sobre isso, então hoje vou dizer em algumas linhas gerais como uma pessoa pode começar a se tornar vegetariana, de forma gradual e bem relax.

Também são coisas válidas pra quem não tem a intenção de se tornar vegetariano, mas apenas reduzir o consumo de carne e ter uma alimentação mais natural e saudável.

Era pra ser um post só, mas ficou gigante então decidi dividir em duas partes. Na próxima semana eu publico a segunda.

1. Adicione alimentos à sua dieta



Você pode simplesmente começar retirando a carne do seu cardápio. Mas há outras formas.

Quando você pretende iniciar uma dieta (dieta = modo de se alimentar) com restrição de determinado grupo de alimentos, seja por qual motivo for (perda ou ganho de peso, ou mesmo em busca de uma vida mais saudável) a forma mais tranquila de fazer isso é começar inserindo novos alimentos no seu dia-a-dia. Se você é do time que almoça arroz, feijão, alface, tomate e bife, e só, vai obviamente se sentir mal se retirar a carne. Mas se você gosta de (e consome regularmente) arroz, feijão, lentilha, grão de bico, feijão branco, soja, alface, couve, acelga, repolho, tomate, cenoura, beterraba, batata, abobrinha, cogumelos, e mais algumas frutas, o processo todo vai ser bem mais fácil. Eu já disse antes: ser vegetariano é descobrir um mundo de novos sabores, e eles podem sim ser espetaculares! Então, enquanto retira a carne das suas refeições, inclua mais vegetais. Desafie-se a experimentar. Quando você se der conta, nem estará sentindo falta da carne e vai ficar plenamente satisfeito com os vegetais.

2. Vá a restaurantes vegetarianos



Eles são excelentes lugares para conhecer novos alimentos, ou mesmo novas preparações feitas com alimentos que você já conhece. De vez em quando almoço em um restaurante vegetariano e foi lá que eu conheci coxinha vegetariana (com recheio de proteína texturizada de soja e legumes, tudo super bem temperado), feijoada vegana (com as proteínas de soja defumadas, e estava perfeito) e lasanha de berinjela (estava maravilhosa, e olha que eu nem gosto de berinjela).

3. Aprenda a cozinhar



Isso não é essencial, mas facilita muito a vida! Não precisa ser nível finalista do Master Chef. Sabendo o básico pra conseguir se virar já tá de bom tamanho. Pra mim, o impulso pra começar a cozinhar de verdade foi um curso de culinária chinesa que eu fiz pelo SENAC da minha cidade. Há muitas formas de aprender, seja em um curso presencial de curta duração (o que eu fiz foi de três horas por dia durante uma semana), em vídeo pelo Youtube, pelo Eduk, ou mesmo pedindo ajuda a alguém que você conheça. Também não existe necessidade de preparar uma refeição inteira de uma vez; faça um prato só, uma panqueca, uma torta, um quibe vegetariano, uns legumes refogados ou assados... Ninguém nasce sabendo, tem que ir tentando. A prática leva à perfeição.

4. Você não precisa de um rótulo



Quando você vai deixando de comer carne, é comum que as pessoas te pressionem pra colocar um nome na sua nova dieta. Esqueça isso. Não precisa levantar bandeira. Não existe necessidade de se apresentar logo de cara como vegetariano, ou vegano, ou crudívoro. Vá com calma e deixe os novos hábitos se incorporarem à sua vida.

5. Não espere apoio



Várias pessoas já me disseram que começaram a ser vegetarianas, mas voltaram a comer carne porque não tiveram apoio dos pais/namorado(a)/marido/esposa/amigos. Mas me fala que importância tem a opinião das pessoas sobre um hábito que você escolheu considerando que é o melhor pra você? Decida se é mais importante agradar aos outros (que, por mais que te amem, talvez não te entendam em alguns aspectos e não apoiem seus projetos) ou estar em paz com a sua consciência e o seu corpo.

Um breve relato: até hoje - mais de seis anos depois de ter me tornado vegetariana - eu escuto de pessoas próximas que não precisa ser tão radical e que é impossível viver sem comer carne. E daí? Faz parte! Eu fiz minha escolha por amor aos animais, ao meio ambiente e ao meu corpo e isso é o que me traz paz à consciência.

E aí, alguém disposto a tentar? Me conta!

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

BEDA #4: 7 Coisas que eu não dou a mínima

Sabe aquelas coisas que você não ama nem odeia, não gosta nem desgosta? Aquelas sem as quais o mundo podia continuar normalmente e você nem ia notar? Esse é um post sobre isso.

Fofoca de gente famosa


Marina Ruy Barbosa ficou noiva na Tailândia. Isabel Filardis usa vestido de R$ 14 mil. Orlando Bloom curte praia com Katy Perry. Nathalia Dill exibe novo visual. Ai gente, sério que isso precisa estar na página inicial de um portal de notícias (ou em qualquer lugar do mundo)? Alguém me explica a relevância dessas incríveis informações?

Chanel


Morro de preguiça de qualquer coisa Chanel: vestidos até os joelhos, colar de pérolas, tubinho preto, a famigerada bolsinha com alça de correntinha, as propagandas boring de perfumes.

Modinhas literárias


Cinquenta Tons de Cinza, Harry Potter, Jogos Vorazes, Crepúsculo, O Pequeno Príncipe, Alice no País das Maravilhas, Divergente... É muito difícil uma modinha literária me pegar. Normalmente não vejo graça em livros que tá todo mundo lendo e comentando, até porque já se falou tanto a respeito que já tô sabendo a história toda sem nem ter lido.

Salão de beleza


Conheço gente que vai ao salão toda semana e fica lá por horas. Faz progressiva, luzes, unhas, depilação, sobrancelha, cauterização e mais um zilhão de coisas. Eu faço tudo em casa sozinha, no dia que eu quero, sem depender da agenda alheia, ouvindo minhas músicas preferidas e ainda não sou obrigada a ouvir fofoca da vida dos outros.

O carro do ano


Acho que sou uma pessoa um tanto avessa a moda de forma geral, hahah! Definitivamente, não cobiço carros. Claro, acho alguns interessantes, mas não a ponto de bater aquela vontade enorme de ter. Entendo pouco de carros e não faço muita questão, saber o suficiente pra fazer o meu carro andar já tá ok. Acho meio bizarro os nomes de carros atuais serem siglas compostas de uma ou duas letras + algum número aleatório e quando alguém se refere a um carro tipo "oooohhhh Fulano comprou um X6M, que foda!" eu só fico tipo "oi? Ahn, legal" - mas normalmente não faço ideia a que a pessoa está se referindo. E quando eu faço alguma ideia também, tanto faz. Carro precisa andar e ter algum conforto. Se é Porsche, Ferrari ou BMW, whatever.

Esportes


Ia falar futebol, mas aí lembrei que também não ligo pra vôlei, tênis, basquete e assim por diante. Mais ou menos sei quem é o Cristiano Ronaldo e é só. Não assisto esportes at all.

Jane Austen


Não vou enquadrar em modinha literária porque na verdade é um clássico que sei lá por que as pessoas redescobriram recentemente, mas acho aquele Darcy um sujeito bem chatinho e não entendo por que a Elizabeth gosta dele. Li outros livros além de Orgulho e Preconceito, mas nenhum me prendeu de verdade.

Contem pra mim, quais são as coisas pra que vocês não dão a mínima?

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

BEDA #3: Duas séries interessantemente estranhas

Em um momento desses de bobeira no domingo, em que eu estava cansada demais pra sair de casa mas não o suficiente pra dormir, topei com essas duas séries sugeridas no Netflix e só posso definir assim mesmo: interessantemente estranhas.
Não amei nenhuma delas (meu coração pertence a Downton Abbey, então olha bem a diferença!), até porque suspense (no caso de Bates Motel) é um gênero que não me agrada at all, mas também não quero parar de assistir até saber pra onde isso vai...

#1: Breaking Bad


Walter White é todo certinho. Ele é um químico brilhante, vencedor de vários prêmios importantes. Apesar disso, sua situação financeira é precária e ele dá aulas em um colégio onde os alunos não o respeitam e trabalha em um posto de gasolina lavando carros. Ele tem um filho com deficiências motoras e sua esposa está novamente grávida. É nesse contexto que Walter completa 50 anos e em seguida descobre que tem um câncer inoperável. Desesperado com o rumo que sua vida tomou e em busca de deixar uma situação mais confortável para sua família, Walter se une a um ex-aluno que fracassou em tudo na vida e se tornou traficante, e juntos eles começam a produzir e vender drogas.

Breaking bad é uma expressão utilizada quando uma coisa que já estava ruim fica ainda pior. E assistindo à série, você pode repeti-la praticamente a cada cena.

Precisa ter estômago forte pra assistir aos três primeiros episódios, fica a dica, mas a mudança no comportamento e até na expressão de Walter é impagável.

#2: Bates Motel


Após o assassinato de seu marido em circunstâncias estranhas, Norma Bates se muda com o filho adolescente Norman para uma pequena cidade e compra uma casa antiga e um hotel, onde pretende que eles recomecem a vida. Norma e Norman tem uma relação estranha, obsessiva e possessiva. Numa noite, após uma discussão porque Norma não o deixou sair pra estudar com algumas meninas da escola, Norman foge de casa e vai a uma festa. O antigo proprietário da casa a invade e agride Norma, e ela o mata. Assim começa um segredo que aproxima ainda mais mãe e filho e que os envolverá em uma série de situações misteriosas. Aos poucos eles também começam a perceber que a cidadezinha também tem seus segredos, que há uma lei silenciosa que a rege e que existe algo mais por trás do estilo de vida confortável e próspero dos moradores.

Não achei Bates Motel uma série que te deixa louco pra assistir o próximo episódio, mas é impossível pausar um episódio antes do final. O clima da série é todo misterioso, tanto no cenário como no figurino e nas expressões dos personagens. Norman é claramente psicótico e você fica tentando entender o que acontece de verdade e o que se passa exclusivamente na mente dele. Norma é ainda mais difícil de decifrar: às vezes parece louca e superprotetora, às vezes parece só fazer um esforço pra agir da forma mais aparentemente normal possível pra contornar e esconder do mundo as atitudes do filho.

Vocês já assistiram? O que acharam?

terça-feira, 2 de agosto de 2016

BEDA #2: Como escolher seu vestido de noiva: coisas que ninguém te conta

Um fato: uma vez que você se casa, isso vai render assunto pra sempre.

De vez em quando alguém me pede umas dicas pra escolher o vestido e acessórios de noiva.

Não vou repassar aquele repertório que vocês já devem ter lido em 200 sites e revistas e estão cansadas de saber, que vestido evasê disfarça quadril largo e que gola alta deve ser evitada por quem tem seios muito grandes e blablablá. Vamos falar da parte prática, porque tem coisas que ninguém te conta!


Dica nº 1: pense no seu conforto

Acho isso MUITO importante e pouca gente comenta. Uma lástima.
É claro que você quer estar linda nas fotos, mas preparou esse dia com muito carinho e também quer aproveitá-lo, e não ficar toda espremida num vestido que não te deixa fazer nada.
Num ateliê onde fui experimentar vestidos, ouvi da vendedora que tem duas coisas que noiva não faz no dia do casamento: comer e respirar. Oi?
Um jantar maravilhoso e você não vai comer? Uma festa linda e você não vai aproveitar? Um monte de música legal e você não vai poder dançar porque o vestido te aperta? Então pense num modelo de vestido que te deixe linda sim, mas te permita se movimentar livremente.

Dica nº 2: vestido tomara-que-caia tem que ter estrutura

Vestido de noiva pesa, tem zilhões de camadas de tecidos, bordados, renda e etc. e se não tiver estrutura ele vai cair. Estrutura significa entretela e barbatanas, como um corselet por dentro do vestido, e se não tiver isso, não existe lingerie no mundo capaz de segurá-lo no lugar. E ficar a festa toda puxando o vestido pra cima é uó.
E se o vestido não te permite respirar, está errado também. É um vestido e não tight lacing! A estrutura segura o vestido no lugar, mas não aperta. Meu vestido era super bem estruturado e não escorregou nem um milímetro a noite toda e nem me impediu de respirar. Nem de comer. HAHAHAHA
Falando nisso, saudade do risoto de funghi.

Dica nº 3: cauda é um saco

Cauda fica lindo na cerimônia, mas depois disso só serve pra você e pras outras pessoas pisarem, pra sujar e pra não te deixar dançar direito. 
Então, se realmente você fizer questão de usar um vestido de cauda, considere uma cauda removível ou uma sobre-saia. Se tiver dinheiro, criatividade e disposição sobrando, talvez seja o caso de usar um vestido na cerimônia e outro na festa, mas existem outras opções. Agora, se você for uma mulher móóóóito moderna e ousada, e casar no verão e num ambiente mais descontraído, considere também usar um vestido curto na festa. Eu amei meu vestido, mas teria considerado isso, se soubesse.

Dica nº 4: não enlouqueça por causa dos sapatos

Se você vai usar um vestido longo, é muito provável que os sapatos vão aparecer pouco. Eu tive um trabalho infernal pra encontrar os sapatos que eu queria, mas eles apareceram nitidamente em só uma foto, então provavelmente quase ninguém os viu.
A parte boa é que meu sapato é lindo e eu uso nas festas até hoje.
By the way, um peep toe nude daria conta do recado tranquilamente.
Escolha um sapato no qual você se sinta confortável. Não adianta nada usar saltos estratosféricos e tirá-los assim que acabar a primeira música da festa. Ninguém merece ver uma noiva descalça ou de chinelo. Pior que isso, só se fizer um nó na cauda do vestido. É mais digno usar um salto mais baixo, mas que você consiga usar sem problemas, do que um enorme que você mal possa suportar.
Se for realmente MUITO necessário trocar de sapatos, considere uma sapatilha bonita ou uma rasteira trabalhada com pedras. Havaianas não, pelo amor de Deus. Chinelo de pano também não! É pra festa do seu casamento, não pra limpar a casa. Não custa nada manter a dignidade e ficar linda até o final da festa.


Dica nº 5: não é make de drag queen

Essa é uma opinião MUITO pessoal. Mas é que tenho visto uns absurdos por aí...
Eu mesma fiz minha maquiagem de noiva. Quando comecei a pesquisar a respeito fiquei bem preocupada, porque via coisas mirabolantes tipo o contorno da Kim Kardashian, cut crease, essas coisas... e achava tudo over.
Em um curso de maquiagem para noivas, tirei uma lição importante que me fez desencanar disso tudo e pensar em um look mais natural, porém sofisticado, apostando em pele bem feita e cores neutras e terrosas. Não vou dizer que usar cores fortes seja problemático, mas sim que é bom tomar cuidado com coisas tipo sombra azul, batom hiper escuro ou um monte de sombra preta, porque você vai ver o álbum do seu casamento pro resto da vida e quer conseguir se identificar com a noiva das fotos em qualquer época, não é? Então, eu penso que tudo fica mais fácil se a beleza da noiva for mais clássica, com só uns toques mais modernos. Outro detalhe é que o vestido branco faz com que todas as cores apareçam mais, então é bom ter cautela ao aplicar cores na make.

Dica nº 6: mantenha seu estilo

Claro que o look de noiva é único, mas acho interessante manter seu próprio estilo também no dia do casamento. Então, se você nunca usa vestido tomara-que-caia, vai se sentir desconfortável se usar o primeiro no seu casamento. Se não está acostumada com salto alto, não vai conseguir andar sobre saltos de 18 cm. Se nunca prende seu cabelo, não tem obrigação de usar um penteado preso. Não vejo necessidade de uma mulher se fantasiar de noiva, mas sim de parecer ela mesma, só que mais arrumada!


(Fotos: Thiago Floriani)

=^.^=



Long Prom Dresses

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

BEDA #1: 5 restaurantes em Marília - SP

Blogueira sumida por motivo de: monografia + emprego novo.

A monografia acabou, graças a Deus, depois de vinte dias de trabalho intenso (e quando eu digo intenso, é INTENSO, sem parar pra assistir série nem pintar as unhas) e o emprego é outra história, e mesmo com essa loucura toda eu tô tão feliz. =)

E a novidade é que vai ter BEDA, então vamos ao que interessa!

As saídas dos últimos meses foram suficientes pra estabelecer um top 5 de restaurantes favoritos em Marília - pelo menos até agora!

Chaplin



É o bar/restaurante mais tradicional de Marília, e acredito que seja o mais antigo também. No cardápio tem pizzas, massas, porções, saladas e carnes, além de uma infinidade de bebidas. Nas noites quentes e nos finais de semana ensolarado, as mesinhas na calçada sob as árvores lotam! Lugar gostoso pra passar horas batendo papo e apreciando um chopp gelado. E a pizza é maravilhosa. 

Avenida República, 129, Centro.


Donna Oliva



Na minha opinião, divide o posto de melhor pizza de Marília com a 515. O ambiente é muito bonito e aconchegante e é uma pena que a foto não faça jus à beleza do lugar. Massa fininha e forno à lenha. Vários sabores vegetarianos!

Avenida Sampaio Vidal, 160, Centro.


Tshu Shin

É um vegetariano ótimo que funciona de segunda a sábado das 11h às 14h30. O buffet é bem variado, tem em média 20 pratos por dia, entre saladas e pratos quentes, tudo muito gostoso. Tem de tudo um pouco, de comida oriental a brasileira (a feijoada vegana é imperdível, todas as sojinhas defumadas, bom demais). O ambiente é tranquilo, simples, muito limpo e agradável. A variedade nem deixa os onívoros sentirem falta de carne, então é legal pra levar pessoas não-vegetarianas pra conhecer pratos novos. Garanto que vai agradar.

Avenida Carlos Gomes, 128, Centro.


515



Pizzas em uma infinidade de sabores, assadas no forno à lenha, com várias opções vegetarianas. No menu também tem saladas, pratos executivos, porções e lanches. Recomendo demais a lasanha, que é maravilhosa e montada na hora (no cardápio todas tem presunto, mas vegetarianos podem ir sem medo, é só pedir pra fazer sem).

Rua Antonio Galina, 250, Jardim Portal do Sol.


Kopenhagen La Basque



Dá pra juntar os cafés e chocolates deliciosos da Kopenhagen com pratos com qualidade de bistrô por preço acessível no mesmo lugar? Dá!
Além dos cafés, tem sucos orgânicos, cervejas e uma boa seleção de vinhos.
O menu é renovado de tempos em tempos, mas tudo é gostoso e reflete o modo de preparo artesanal. Das opções vegetarianas (claro), os meus preferidos são as mini pizzas de berinjela e a de abobrinha, o puff de pão sírio e a empanada de catupiry.
Perfeito pra um lanche da tarde, um happy hour, ou pra comer algo gostoso depois de fazer compras.

Rua das Roseiras, 233, Quiosque 03. (Pra facilitar: fica no térreo do Supermercado Confiança da Avenida das Esmeraldas.)

Eu já sei que tem gente de Marília lendo aqui e quero ouvir os pitacos e as sugestões de vocês! ;-)


EDITADO - 04/08/2016
Ai, gente, dei notícia velha. O La Basque fechou! A Kopenhagen continua no mesmo lugar, mas é uma pena, porque era uma delícia de lugar e vai deixar saudade! =(

quinta-feira, 30 de junho de 2016

O Zahir - Paulo Coelho

Uma confissão: comecei a ler Paulo Coelho porque estava intrigada com o fato de ver a mídia bombardeando o escritor com uma saraivada de críticas a cada novo livro e esses mesmos livros constando sempre nas listas de mais vendidos. Então qual o melhor jeito de descobrir a mágica por trás disso? Lendo.




O Zahir conta a história de um homem, escritor famoso assim como o autor, casado com Esther, jornalista e correspondente de guerra. Depois de dez anos de relacionamento, Esther misteriosamente desaparece, levando apenas dinheiro, alguns objetos pessoais e seu passaporte, provavelmente acompanhada de Mikhail, um rapaz mongol que ela havia conhecido há alguns meses durante seu trabalho.

A princípio sem ter qualquer pista do paradeiro de Esther, o narrador tenta superar sua perda de várias formas: cai em desespero, se sente sozinho, se sente livre, tenta se conformar, e começa a namorar Marie, uma atriz que amava outro homem, que não a amava.

Esther havia sido a grande incentivadora da carreira do marido. Alguns anos antes de desaparecer, ela o havia obrigado a percorrer o Caminho de Santiago, fato que deu origem ao seu primeiro livro e ao estrondoso sucesso de vendas que veio depois. Sentindo que ainda a ama tanto, mesmo namorando Marie, o narrador mais uma vez se vê obrigado a partir em uma longa caminhada por causa de Esther: dessa vez, para encontrar a esposa, ele precisa antes encontrar a si mesmo.


Esther é o Zahir do narrador - algo que, uma vez conhecido, passa a ocupar todos os seus pensamentos. Mesmo distante, em um lugar desconhecido, sem se comunicar ou enviar notícias, Esther parece nunca ter estado tão próxima de seu marido, porque é durante a ausência dela que ele irá recapitular toda sua história, e toda a história deles, e passará a entender todas as transformações pelas quais ela havia passado durante o tempo em que estiveram juntos. Assim, entenderá também por que ela partiu, e o que ele devia fazer para evitar repetir os mesmos erros.


Essa foi a terceira vez que eu li O Zahir e encontrei um fato interessante que uma amiga já havia me relatado anteriormente em relação aos livros de Paulo Coelho: a cada vez que você lê, tem uma interpretação diferente.


Em sua jornada para reencontrar Esther, o narrador, com ajuda de Mikhail, começa a ir aos lugares em que a esposa costumava ir e encontrar as pessoas com quem ela costumava estar. Durante todo o tempo em que estiveram juntos, ele nunca havia se interessado em ir com ela. E assim ele conhece um grupo que conta histórias de desamor num restaurante armênio, um bando de jovens de aparência agressiva que contraria as normas não escritas da sociedade, mendigos que vivem nas ruas de Paris e se entendem mais livres do que qualquer outra pessoa.


O conto dentro do conto: essa é a minha parte preferida de O Zahir. Pode estar relacionada à velha máxima de que o que é pra ser seu, será; pode se referir a generosidade; pode ser sobre espalhar o amor pelo mundo - um dos pontos centrais do livro.


Outro dia li em um blog sobre livros que as pessoas costumam rejeitar histórias de traição. Particularmente, eu acho uma enorme falácia o narrador insistir tantas vezes na ideia de relacionamentos abertos e questionar se realmente o amor deve se direcionar a somente uma pessoa - acho que ou você quer um relacionamento monogâmico e se dedica de verdade a ele, ou fique solteiro e não machuque gente inocente. Por outro lado, dá pra gostar de Marie e torcer por ela: Marie ama o narrador, o vê obcecado pela esposa, pensando e falando dela o tempo todo, e decide apoiá-lo a tentar reencontrá-la, porque acha que ele é uma pessoa por quem vale a pena lutar e que é impossível conviver com o fantasma de uma mulher que partiu.


O Zahir é uma história de amor, perda, generosidade, renúncia e libertação. É um livro muito interessante e eu já começo a pensar o que mais vou encontrar nele quando reler pela próxima vez...

Vocês já leram? O que acharam?
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