quarta-feira, 30 de março de 2016

Minha experiência como correspondente jurídico

Esse é um tema que provavelmente interesse mais pro pessoal da área do Direito, então quem não for da área ou não se interessar pelo assunto pode pular pro próximo post, sem ressentimentos!


Fazia pouco tempo que eu tinha me mudado do Paraná pra São Paulo e ainda não dava pra procurar um emprego fixo aqui, porque muito do meu trabalho continuava no Paraná e eu ainda precisava estar lá com muita frequência pra atender clientes e fazer audiências. Então era aquele bate e volta constante, muitas horas na estrada, e algum tempo livre com o qual eu não sabia direito o que fazer.

Pra quem não sabe como funciona correspondente jurídico, uma explicação rápida: no dia-a-dia de um escritório de advocacia, alguns atos precisam ser realizados no fórum ou em outras repartições públicas (cartórios, PROCON, delegacias, etc.). O advogado que não quiser ou não puder fazer pessoalmente esses atos (por serem em outra cidade, por exemplo) contrata um correspondente (que pode ser um estudante de Direito, um bacharel em Direito ou um advogado) para ir a esses locais, para acompanhar uma audiência, tirar cópias dos autos de um processo, levantar um alvará, buscar um documento e postá-lo no correio, fazer um protocolo, coisas assim.

Conheci esse sistema por um anúncio no Facebook. Fiz um cadastro no site Jurídico Correspondentes (mas há vários outros também) e contratei um plano. No site, o correspondente cadastra as cidades onde atua e a partir daí começa a receber mensagens de potenciais clientes, o que se chama de demanda. O correspondente, então, responde a demanda se tiver interesse nela, informando o valor que pretende receber pelo serviço, o que se chama de proposta. O cliente pode aceitar a proposta, recusá-la ou tentar negociar o valor.

Parece legal, né? Mas é aí que o problema começa.

O que acontece é que os clientes, de forma geral, querem pagar o menor valor possível aos correspondentes. E, embora nosso órgão de classe e o próprio site advirtam que a fixação dos honorários deve ser justa, tem gente que aceita trabalhar por qualquer valor e cria uma concorrência desleal. E fica ruim pra todo mundo, porque essa pessoa que aceita qualquer valor recebe uma merreca pelo serviço prestado e ainda cria um desequilíbrio, porque quem propõe valores justos nunca consegue ser contratado pra realizar uma demanda. Então, se sempre houver quem aceite uma merreca, ninguém jamais vai conseguir receber um valor decente. E vamos colocar como valor decente não o que deixe alguém milionário, porque ninguém fica rico fazendo correspondente jurídico, mas pelo menos o que cubra os custos (transporte, alimentação, tempo na fila; sem contar que pra ir ao fórum a pessoa precisa estar pelo menos bem arrumada e apresentável) e dê alguma margem de lucro.

Mas Anne, tem gente que trabalha por tão pouco? Lamento informar, mas tem. Odeio falar de dinheiro, mas vamos abrir uma exceção pra deixar a coisa mais clara: nas demandas de cópias de autos e acompanhamento de audiência, eu propunha, respectivamente, em torno de R$ 50,00 e R$ 120,00 (o que eu já achava baixo, mas eram os valores praticados por aqui, então não ia adiantar passar muito disso). Demorei pra perceber que tinha gente fazendo cópia por R$ 10,00 e audiência por R$ 20,00 - isso sem considerar, ainda, que a tabela da OAB/PR sugere que o advogado cobre, pra fazer uma audiência, de R$ 350,00 a R$ 600,00!

Outra coisa bem desagradável que aconteceu foi que alguns clientes pedem o serviço pro mesmo dia ou pro dia seguinte, o correspondente entrega e recebe uma mensagem do cliente dizendo que agendou o pagamento para dali a 60 ou até 90 dias. Depois desse prazo, se não for bem organizado, o correspondente até já terá esquecido do fato e vai passar batido. Duas empresas simplesmente não me pagaram, não responderam minhas mensagens e fizeram a egípcia quando eu disse que entraria com ações de cobrança pra receber aqueles valores. O mais irritante é que não é só o dinheiro, sabe? É o descaso e a total falta de respeito com seu trabalho, ainda mais vinda de um colega de profissão!

E outra ainda é que muitos clientes dizem ter interesse em contratar correspondente fixo, o que significa que cada vez que ele precisar de uma diligência na sua cidade, vai te enviar diretamente uma mensagem ao invés de procurar outro correspondente no site. Teria tudo pra funcionar bem, se não fosse por um detalhe: uma vez que você se torna correspondente fixo de um determinado cliente, ele se sente no direito de botar preço no seu trabalho e propor valores cada vez mais baixos pela diligência. Se antes ele pagava R$ 60,00, daqui a duas semanas vai querer pagar R$ 40,00. Se você recusar, ele simplesmente vai procurar outro correspondente - porque volta naquilo que eu disse antes e tem quem aceite trabalhar por qualquer valor.

Enfim.

Devo admitir que o começo do meu trabalho como correspondente foi bem satisfatório, mas depois de alguns meses eu fui me cansando dessas situações. A proposta do Jurídico Correspondentes é muito boa; o problema, como eu disse, é a quantidade de gente folgada e sem noção que tem no mundo. Talvez o sistema de correspondente jurídico seja mais vantajoso para estudantes e recém-formados que ainda não precisem pagar suas contas, então qualquer dinheiro recebido é extra. Pode ser também que em outras cidades o trabalho de correspondente esteja mais valorizado do que aqui, e seja um bom negócio.

Eu escrevi isso tudo porque, quando estava buscando informações a respeito desse tipo de trabalho, só encontrava uns comentários esparsos no Facebook ou então opinião comprada, então espero que esse texto seja de alguma utilidade pra quem quer ser correspondente e não sabe direito o que esperar - vai que alguém dá um Google e vem parar aqui? ;-)

Se alguém aí trabalhou como correspondente, me conta nos comentários! 

quarta-feira, 23 de março de 2016

Séries que estou assistindo

Narcos


Desconsiderem a enorme contradição entre essa série e aquilo que eu disse no começo desse post, porque né... essa é uma série violenta pra caramba.
Dizer que Narcos é uma série viciante é tipo uma piada pronta, mas vou deixar vocês com esse clichê bizarro dessa vez.
Baseada em acontecimentos reais, Narcos narra a formação do Cartel de Medellín, do qual fizeram parte os traficantes de cocaína mais ricos e violentos da Colômbia, com enfoque na vida do líder deles, Pablo Escobar, e os esforços da polícia americana em desmantelar o Cartel e resolver os problemas do crescente consumo de drogas pela população.
Pensei que daria por visto depois do segundo episódio (um cachorro morto a tiros e um gato enforcado é demais pra mim; matem quantas pessoas quiserem no filme/série, mas não toquem nos animais #soudessas), mas que graça tem assistir Narcos e não ver Pablo Escobar se ferrando um pouco? Agora estou esperando ansiosamente pela segunda temporada. 



Faking it


Pra limpar o cérebro de tanto tiro, porrada e bomba, nada melhor do que uma série com a pegada de Gossip Girl, porém sem aquele figurino grifado enlouquecedor (#sddsBlair). Faking it é sobre duas amigas que se adoram, Karma e Amy. Depois de várias tentativas fracassadas de conseguirem alguma popularidade na escola, um engano faz com que os alunos pensem que elas são namoradas, e assim elas se tornam celebridades, enquanto Karma tenta se dar bem com o menino de quem ela gosta e Amy se apaixona de verdade por Karma. É muito teen e normalmente eu nem tenho paciência pra esse tipo de trama, mas é uma série bem leve, divertida e com episódios curtinhos.


Downton Abbey


É a série mais linda que eu já assisti e tudo é muito apaixonante: cenário, fotografia, figurino... sem contar que eu amo uma história de época! Downton Abbey é uma série que conta a história da aristocrática família Crawley. O cenário é a Inglaterra e a história começa em abril de 1912, quando a família recebe a notícia de que o último herdeiro homem morreu no naufrágio do Titanic e assim começa a luta para manter sua fortuna, enquanto assistem ao fim de uma era, com a concessão do direito de voto para as mulheres, o nascimento do socialismo, a marcha da tecnologia e a Primeira Guerra Mundial, que ameaçam o sistema de classes que protegeu, por muitas gerações, a família Crawley. No andar de baixo da imponente casa da família, onde se passa grande parte da trama, a série retrata também o cotidiano dos criados, retratando a enorme diferença social entre eles, além do fato de que os criados sabem tudo dos seus patrões, inclusive seus segredos mais obscuros, enquanto os patrões não sabem praticamente nada sobre seus empregados.
Com a chegada de Matthew, um primo distante que herdará a propriedade e o título, começa a relação de amor e ódio (e muita confusão e desencontros) entre ele e Mary, a filha mais velha dos Crawley.


E vocês, o que tem assistido?

P.S.: Tem todas no filmesonlinegratis.net!

sexta-feira, 18 de março de 2016

De: Anne de 30 | Para: Anne de 20

Oi, pequena eu!

Lógico que tinha que ser por um blog que eu ia te escrever, já que você não sai mais da frente desse computador. Eu sei que você acabou de descobrir um monte de coisas legais pra fazer na internet, mas olha, é sério: sai da frente desse computador. Vai malhar. Agora! Você tá usando a faculdade como desculpa pra não fazer mais exercícios, mas ainda tem a maioria das tardes livres, então começa a subir escada pelo menos. Faz uns agachamentos também. Uns 100 por dia já tá bom, isso vai te poupar bastante trabalho no futuro.

Por falar em futuro, começa um estágio JÁ! Não cai na conversa dos seus amigos porque não é todo advogado que é babaca com estagiário, e um estágio vai fazer uma diferença enorme na sua vida profissional depois.

Sabe esse cara que você gosta? Ele não é o amor da sua vida. Daqui a uns anos vocês vão conversar e ver que isso aí não tinha como dar certo mesmo e vai ficar tudo bem. Você vai superar isso muito melhor e mais rápido do que você pensa. Foca na sua vida profissional, que mais pro final da faculdade vai dar tudo certo.

Sabe essa história que se pintar o cabelo loiro de vermelho fica laranja? Tudo mentira.

Pára de encher o saco da sua mãe pedindo um cachorro. Ela não vai te dar. Mas você vai ter um cachorro mesmo assim, seu irmão vai se encarregar disso. Aliás, depois que conhecer seu futuro marido, você vai viver rodeada de cachorros. Vai ter gatos e um porco também. Mas não sai profetizando isso por aí, senão as pessoas vão achar que você ficou maluca.

Sabe esse inferno dessas infecções de garganta? Nenhum médico vai se dignar a te explicar que sua imunidade é baixa e você precisa melhorar isso, então já vou te adiantar a receita pra economizar antibióticos: toma um polivitamínico todo dia e isso vai passar. Prometo.

Nos próximos anos você vai conhecer todo tipo de gente canalha, então pensa bem antes de depositar sua confiança em quem quer que seja. Mas se a sua garganta não te matou até hoje, também não vai ser isso. Enfim, a vida vai mostrar quem sim, quem não e quem nunca.

Você não depende de um relacionamento pra ser feliz. A vida tem muito mais coisas interessantes além de ter uma pessoa do seu lado. Então trabalhe, cuide de você, cultive sua autoestima, faça as coisas que você gosta, vá viajar, aproveite cada instante perto da sua família, dê toda atenção do mundo aos seus bichos. E arruma esse quarto, pelo amor de Deus!

Perto dos 30 anos - mas muito perto mesmo - você vai descobrir o valor de ser quem você é. Vai dar valor a cada minuto de aula de piano e de balé, a cada livro lido, a cada trabalho feito, a cada experiência boa ou ruim que teve, e você vai entender que você é mesmo muito foda (sua irmã já diz, mas você ainda não acredita) - e vai conseguir enxergar como é a pessoa que você quer se tornar, e vai ver também o quanto perto está disso.

Agora, sério: sai da frente desse computador e vai malhar.


quarta-feira, 9 de março de 2016

3 filmes

Admito que anda difícil escolher alguma coisa pra assistir, já que ando sem saco para:

- Violência de qualquer espécie
- Efeitos sonoros de luta
- Zumbis
- VampirosZZZzzzzzzz
- Terror/suspense
- Gente gritando
- Ficção científica
- Séries de investigação criminal com aquele roteiro tão previsível quanto uma lasanha congelada da Sadia: uma situação casual + alguém encontra um cadáver com sinais de morte violenta + a polícia entra em ação + encontra um suspeito + o suspeito mente + história bizarra + encontra outro suspeito + o segundo suspeito é inocente + descobre que o primeiro suspeito é que era culpado = the end. ZzzzzzzRONC! Ai desculpa, gente, até dormi fazendo essa lista.

Mesmo diante de toda a minha chatice cinematográfica, ainda acabei assistindo três filmes ótimos recentemente, desses que tem história, um roteiro de verdade, bons atores e atuações impecáveis.

A grande aposta

Com Christian Bale, Steve Carrel, Ryan Gosling, Brad Pitt, Marisa Tomei.


Michael Burry é o empresário que decide investir muito dinheiro do fundo que coordena ao apostar que o sistema imobiliário dos Estados Unidos está prestes a quebrar. Essa decisão gera complicações junto aos investidores, já que nunca antes alguém havia apostado contra o sistema e levado vantagem. Ao saber desses investimentos, o corretor Jared Vennett percebe a oportunidade e passa a oferecê-la aos seus clientes. Um deles é Mark Baum, dono de uma corretora, que vem enfrentando problemas pessoais desde o suicídio de seu irmão. Dois iniciantes na Bolsa de Valores percebem que podem ganhar muito dinheiro ao apostar na crise imobiliária, e para isso pedem ajuda a um guru do sistema financeiro, Ben Rickert, que desistiu da vida de negócios e vive recluso.

Os acontecimentos reais que culminaram na crise imobiliária que arrasou os Estados Unidos e vários países da Europa em 2008 são retratados nesse filme que desvenda a complexidade do mercado financeiro usando referências da cultura pop. Os quatro grupos de investidores tinham em comum o objetivo de lucrar com a destruição do sistema, ainda que isso significasse apostar na perda de empregos, na falência de empresas e na piora das condições de vida da classe mais baixa da sociedade. O estouro da bolha imobiliária de forma alguma aconteceu por culpa desses investidores: o grande mérito deles foi saber lidar com a informação (que passava imperceptível pela imensa maioria das pessoas) de que o sistema estava se tornando insustentável e ruindo aos poucos. Vez ou outra alguém se lembra das graves consequências do que estava para acontecer, mas ainda assim, isso não se tornou maior do que a busca pelo lucro a todo custo.

Sensacional! Um filme instigante, ágil, inteligente e com muitos momentos inusitados e divertidos, com trilha sonora excelente.

O jogo da imitação

Com Benedict Cumberbatch, Keira Knightley, Matthew Goode.


Durante a Segunda Guerra Mundial, o governo britânico monta uma equipe de especialistas com o objetivo de desvendar o Enigma, o famoso código que os alemães usavam para enviar mensagens e programar ataques. Um dos integrantes é Alan Turing, um matemático de 27 anos totalmente focado no trabalho, que tem problemas de relacionamento com todos à sua volta. Apesar de sua intransigência e falta de traquejo social, Turing passa a liderar a equipe e constrói uma máquina que permite analisar todas as possibilidades de codificação do Enigma em apenas 18 horas, de forma que os ingleses tenham acesso às ordens enviadas antes que elas sejam executadas e assim tenham alguma vantagem na guerra.

Outro filme baseado numa história real, retratando parte da vida do gênio cientista Alan Turing, que criou a máquina que posteriormente deu origem ao computador. Estima-se que sua máquina tenha encurtado a guerra em dois anos, e assim foram poupadas cerca de 14 milhões de vidas. Mesmo sendo um filme que tem como pano de fundo a guerra, esta não aparece, sendo retratadas apenas algumas das pessoas que atuaram nos bastidores. Além dos problemas em estabelecer qualquer relacionamento interpessoal, Alan tem que lidar com a falta de aceitação da sociedade e de si próprio pelo fato de ser gay, o que lhe causou imensos transtornos durante toda a vida.

O filme é um pouco triste pela problemática que envolve - a guerra, a pressão constante para a solução do Enigma e a frustração a cada tentativa perdida, a perseguição a Turing - mas ainda assim é genial e apaixonante.

O quarto de Jack

Com Brie Larson, Jacob Trembley, Joan Allen.


Joy, de 24 anos, e seu filho Jack, de 5, vivem em um minúsculo quarto. Joy foi sequestrada aos 17 anos e Jack nasceu no cativeiro, filho do sequestrador de Joy. Para Jack, o Quarto é o mundo todo, e Joy faz de tudo para que a vida ali seja tão suportável quanto possível. Mas chega um momento crucial em que Joy vê ameaçadas tanto a sobrevivência dos dois, quanto a sua sanidade, então ela elabora um plano audacioso para libertá-los do cativeiro.

Fora do Quarto, a adaptação ao mundo (no caso de Jack) e a readaptação (para Joy) não serão fáceis. Jack nunca havia saído do cativeiro e precisa aprender todas as coisas que existem no "Mundo". Joy vê que sua vida antiga já não existe mais: ela não sabe o paradeiro de suas amigas, sua casa e sua família já não são mais as mesmas, a mídia a persegue de forma cruel, e as cicatrizes dos traumas dos sete anos passados no cativeiro vão eclodir. Mas Jack será o primeiro a se recuperar, e é impossível não se encantar com ele cena após cena.

Um filme sensível, tenso, intenso, delicado, triste e feliz, tudo ao mesmo tempo, desses de deixar a gente pensando por vários dias depois de assistir. Uma história linda sobre amor, liberdade e superação, e o final não poderia ser mais emblemático. Não vou falar mais pra não dar spoiler, mas não tem como não amar.

Vocês já assistiram algum deles? O que acharam?

quarta-feira, 2 de março de 2016

Diana

Das coisas boas que o Facebook traz: hoje, numa daquelas lembranças para recordar, eu vi que faz dois anos do resgate da Diana.

A Diana foi encontrada ainda filhote, por volta de quatro meses de idade, horrivelmente esquálida, suja, desidratada, machucada e com o corpo coberto de carrapatos. Algum desgraçado cortou o rabo dela e a largou na rua. Desejo só o inferno pra quem fez isso. Sozinha, no estado em que ela estava, acho que não teria sobrevivido nas ruas nem mais um dia. 


Assim que ela chegou, foi pro banho. Dava medo até de tocar nela e quebrá-la, porque só se viam os ossinhos. Enquanto ela secava, eu catei os carrapatos com uma pinça. Eram dezenas.

After shower

Com o passar das semanas, ela foi ganhando peso, crescendo e ficando mais alegre. Outro dia, um susto: um dos olhos estava com uma mancha branca e as articulações das patas incharam. Corremos com ela pro veterinário e ele diagnosticou uma deficiência de proteínas. Como ela havia passado fome por muito tempo, uma ração comum não estava dando conta de fornecer a nutrição adequada e ela precisava suplementar. Fizemos isso e em alguns dias ela já estava melhor.

Quando ficou forte o suficiente, ela foi castrada.

Com o Tonico, bff dela

Dois anos depois do resgate dela, podemos dizer que a Diana é um presente que a vida nos deu! O único traço que lembra tudo que ela sofreu é ainda ser desesperada por comida. Mas é alegre o tempo todo, dócil, resmungona, teimosa, brincalhona, enche muito o saco do Johnnie, e adora dar uns pulos e uns abraços na gente (especialmente depois de cavar na terra).


Te amo, irmã canina! Hoje estou longe, mas no fim de semana vou aí dar uns apertões em você!

P.S.: Se alguém quiser um cachorro e aceitar um conselho: adotem! Sério, não existe gratidão nem amor maior do que o dos pets adotados!
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